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5 mudanças de comportamento que podem indicar envelhecimento dos pets

Dormir mais, hesitar e se desorientar são sinais comuns da idade avançada, mas exigem atenção dos tutores

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Cachorro grande e marrom deitado na grama em frente a uma casa
Mais do que uma fase natural, o envelhecimento é um período que exige atenção redobrada, e pode ser vivido com qualidade quando acompanhado de perto • Freepik

Assim como os humanos, cães e gatos passam por mudanças físicas e comportamentais ao envelhecer, e alguns sinais podem indicar mais do que apenas o avanço da idade. Alterações como dormir mais, relutar antes de pular ou até se desorientar dentro de casa devem acender o alerta para tutores.

Esses comportamentos são, sim, comuns em pets idosos, mas não devem ser ignorados. Especialistas explicam que o envelhecimento pode trazer condições como dores articulares, perda de visão, declínio cognitivo e doenças neurológicas.

Segundo o médico-veterinário Marcio Grillo, mudanças na mobilidade são frequentes em cães idosos. “A dificuldade para subir em móveis ou caminhar pode estar relacionada a doenças articulares, como a osteoartrite”, explica.

Já a desorientação e mudanças no comportamento podem estar associadas à síndrome da disfunção cognitiva, condição semelhante ao Alzheimer em humanos. Por isso a observação do tutor é essencial para identificar esses sinais precocemente.

“Alterações de comportamento devem ser avaliadas por um médico-veterinário, pois podem indicar doenças que precisam de acompanhamento”, orienta Grillo.

Quando procurar ajuda veterinária

Nem toda mudança faz parte do envelhecimento natural. Em alguns casos, os sinais indicam problemas que podem ser tratados ou controlados, melhorando a qualidade de vida do animal. A Itatiaia listou alguns deles, confira:

  • Aumento excessivo do tempo de sono
  • Dificuldade para se locomover ou pular
  • Desorientação em ambientes conhecidos
  • Mudanças de apetite ou comportamento
  • Episódios de ansiedade ou vocalização

Segundo a médica-veterinária Tatiana Carregaro, que atua com clínica de pequenos animais, o acompanhamento regular faz diferença.

“O diagnóstico precoce permite controlar doenças e garantir mais conforto ao pet idoso”, afirma.

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Jessica de Almeida é repórter multimídia e colabora com reportagens para a Itatiaia. Tem experiência em reportagem, checagem de fatos, produção audiovisual e trabalhos publicados em veículos como o jornal O Globo e as rádios alemãs Deutschlandfunk Kultur e SWR. Foi bolsista do International Center for Journalists.