A medicina deve avançar de forma significativa em 2026, com a chegada de novos medicamentos, vacinas e terapias para doenças como obesidade, diabetes, Alzheimer, câncer e infecções resistentes. Possíveis liberações por agências reguladoras ampliam as expectativas para o próximo ano.
Entre as principais novidades estão as pílulas para perda de peso, que devem ser aprovadas como alternativa às injeções usadas atualmente. Um dos destaques é a orforgliprona, comprimido de uso diário que apresentou redução de até 12,4% do peso corporal em estudos. Também é esperada a liberação da semaglutida oral em dose específica para obesidade, ampliando o acesso ao tratamento.
Além das versões orais, novas medicações injetáveis prometem resultados ainda mais expressivos. O CagriSema, que combina dois princípios ativos, mostrou redução superior a 22% do peso, enquanto a retatrutida apresentou perda próxima a 29%, índice semelhante ao observado em cirurgias bariátricas.
Outro avanço previsto é a chegada de versões genéricas do Ozempic no Brasil, com o fim da patente da semaglutida. A medida tende a ampliar a concorrência e reduzir os preços do medicamento no mercado nacional.
No campo das doenças neurodegenerativas, novos remédios para o Alzheimer devem ter resultados divulgados. Diferentemente dos tratamentos atuais, essas medicações atuam em outra proteína associada à progressão da doença, com expectativa de impacto mais direto nos sintomas.
Para o diabetes tipo 1, uma terapia inédita com células-tronco pode ser submetida à aprovação regulatória. Em estudos, o tratamento permitiu que pacientes deixassem de usar insulina após uma única aplicação, em casos específicos da doença.
As vacinas também ganham destaque. Laboratórios internacionais devem iniciar pedidos de aprovação de vacinas de RNA mensageiro voltadas ao tratamento do câncer, com foco inicial no melanoma.
No Brasil, a nova vacina contra a dengue, do Instituto Butantan, deve entrar no Programa Nacional de Imunizações, com aplicação em dose única e capacidade ampliada de produção.
Ainda na área de imunização, a vacina SpiN-TEC, desenvolvida no país contra a Covid-19, deve avançar para a fase final de estudos clínicos, com previsão de submissão à Anvisa em 2026, o que pode resultar no primeiro imunizante totalmente desenvolvido no Brasil.
Entre os novos tratamentos, também está previsto o lançamento de um medicamento inédito contra a insônia, já aprovado pela Anvisa, com mecanismo diferente dos remédios tradicionais e menor risco de dependência.
Por fim, um novo remédio contra a malária demonstrou alta taxa de cura, inclusive em casos resistentes às terapias atuais, e pode ser liberado para uso no próximo ano.
O conjunto de avanços reforça a expectativa de que 2026 marque um período de ampliação do acesso e de novas possibilidades terapêuticas na medicina.