Um viajante de 23 anos registrou boletim de ocorrência após relatar um episódio de assédio ocorrido durante uma parada na cidade de Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. Segundo o relato divulgado pelo próprio denunciante em redes sociais, o caso aconteceu na noite de segunda-feira, dia 5, enquanto ele percorria o trajeto da Estrada Real, rota turística que passa por diversas cidades históricas do estado.
De acordo com a denúncia, o viajante saiu da cidade de Tiradentes com destino a Belo Horizonte e, ao passar por Congonhas, decidiu parar em uma pousada para carimbar o passaporte da Estrada Real, documento utilizado por turistas que percorrem o trajeto. Ele afirmou que chegou ao local por volta de 22h30 e encontrou a pousada fechada. Após acionar a campainha, foi atendido por um homem que se identificou como responsável pelo local.
O denunciante relatou que informou o motivo da visita e pediu o carimbo no passaporte. Segundo ele, o homem questionou o horário, mas concordou em realizar o procedimento. Ainda conforme o relato, o viajante entrou parcialmente no imóvel, onde havia quartos, cômodos residenciais e objetos à venda. Durante o atendimento, o responsável pela pousada teria perguntado sobre a origem do visitante e se ele pretendia se hospedar no local, o que foi negado.
O denunciante afirmou que o homem permaneceu com o passaporte em mãos por alguns minutos e, antes da saída, solicitou a compra de um item. O viajante disse que realizou um pagamento via Pix no valor de 10 reais, o que permitiu a identificação do nome do proprietário. No momento da saída, ainda conforme o relato, o homem teria segurado o passaporte até a porta e, ao liberar a passagem, tocou o corpo do denunciante sem consentimento e fez comentários de cunho sexual, além de sugerir que ele permanecesse no local.
Após deixar a pousada, o viajante buscou ajuda e entrou em contato com a Polícia Militar. Ele se dirigiu inicialmente à unidade policial de Congonhas, mas foi informado de que, sem viatura disponível, não seria possível realizar o flagrante. Orientado pelo atendimento telefônico, seguiu para Belo Horizonte, onde conseguiu registrar a ocorrência durante a madrugada, após passar por diferentes unidades policiais.
O boletim de ocorrência foi posteriormente encaminhado à Polícia Civil e direcionado à Delegacia de Congonhas para apuração. Segundo o denunciante, ele foi informado de que deverá prestar depoimento em seu estado de origem, o Ceará. Ele também relatou que recebeu orientação para ingressar com ação judicial por danos morais.
O denunciante afirmou que decidiu tornar o caso público para incentivar outras vítimas a procurarem as autoridades e formalizarem denúncias semelhantes. Ele destacou preocupação com a possibilidade de novos episódios envolvendo outras pessoas, incluindo crianças e adolescentes, e afirmou que aguarda o andamento das investigações por parte da Polícia Civil.