O útero é revestido por um tipo de tecido que é afetado diretamente pelos hormônios, engrossando sua espessura e sendo expelido do corpo conforme o ciclo menstrual da mulher, e é chamado de endométrio.
A endometriose é uma doença que se desenvolve quando o endométrio aparece em outros lugares do corpo, como nos ovários, trompas e até mesmo em órgãos, como intestino e bexiga, o que faz com que apareça sangue em locais inapropriados. O problema é que ela pode se desenvolver para quadros mais graves, podendo ocasionar, por exemplo, a infertilidade.
A endometriose é uma condição que pode ser muito dolorosa, causando sérias dificuldades na vida da mulher afetada, contudo também pode ser assintomática. Quando os sintomas aparecem, merecem destaque: Cólica menstrual com intensidade aumentada, Dispareunia ou seja dor durante as relações sexuais; Dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação. A endometriose não tem cura. Essa é uma condição crônica, que dura por toda a vida. Dessa forma, a alimentação é uma importante aliada no tratamento dessas mulheres.
Uma alimentação baseada em alimentos in natura como frutas, legumes e verduras e alimentos menos processados ajuda a prevenir e melhorar a inflamação e, consequentemente, dores e lesões, em contrapartida os alimentos ultraprocessados e até carne vermelha podem agravar esse quadro.
Agora vamos dar algumas dicas que podem auxiliar no tratamento da endometriose.
1- incluir no cardápio alimentos ricos em ômega 3 tais como peixes (salmão, atum e sardinha), oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas, avelãs etc.) e até folhas verde-escuras, como couve, brócolis e espinafre. Isto porque essa substância atua como anti-inflamatório, amenizando os focos de endometriose no organismo.
2-Consumir alimentos ricos em fibra também é uma solução. Isto porque esse nutriente ajuda a diminuir o nível de estrogênio no organismo - hormônio que “alimenta” a endometriose e pode fazer com que os focos aumentem. Inclua na alimentação leguminosas - como feijão, lentilha, grão-de-bico -, grãos integrais,nozes, semente, cereais e alguns tipos de frutas, como o abacate e a goiaba.
3-reduzir o consumo dos itens considerados pró-inflamatórios. Por exemplo: Gorduras saturadas (presentes nas carnes vermelhas); Gorduras trans ultraprocessados; Bebidas alcoólicas; embutidos
4-Esteja atenta também ao glúten. Essa proteína presente nos grãos, como trigo, centeio e cevada, pode ser muito prejudicial para mulheres que sofrem com endometriose. Afinal, por se tratar de uma proteína de difícil digestão, ela acarreta o desenvolvimento de inchaço abdominal e aumento dos níveis de dor pélvica.
É preciso lembrar, contudo, que a mudança de hábitos alimentares é um processo que não acontece da noite para o dia e que cada paciente tem suas próprias características e necessidades, por isso é muito importante realizar um acompanhamento com um nutricionista!
Fonte: Genmuca - Grupo de Estudos de Nutrição e Saúde da Mulher, Criança e Adolescente da UFOP