Belo Horizonte
Itatiaia

O que é gaslighting? Manipulação emocional afeta diretamente a saúde mental

Técnica de abuso psicológico pode fazer vítimas duvidarem da própria memória e realidade; entender os sinais é essencial para se proteger

Por
manipulacao
Freepik

O termo 'gaslighting' tem ganhado cada vez mais espaço nas discussões sobre saúde mental e relacionamentos abusivos. A prática, considerada uma forma de manipulação psicológica, acontece quando uma pessoa distorce fatos, nega situações ou invalida sentimentos para fazer outra duvidar da própria percepção da realidade.

Segundo reportagem publicada pelo Infobae, o impacto desse tipo de abuso pode ser profundo e silencioso, afetando diretamente a autoestima, a confiança e o equilíbrio emocional das vítimas.

Especialistas explicam que o gaslighting costuma acontecer de maneira gradual. Em muitos casos, frases como "isso nunca aconteceu", "você está exagerando" ou "você é sensível demais" são usadas repetidamente até que a vítima comece a questionar a própria memória e interpretação dos fatos.

O nome da prática surgiu a partir da peça teatral 'Gas Light', de 1938, posteriormente adaptada para o cinema. Na história, um homem manipula a esposa para fazê-la acreditar que está enlouquecendo ao alterar pequenos detalhes da casa e negar as mudanças.

De acordo com a publicação do Infobae, o gaslighting pode ocorrer em relacionamentos amorosos, amizades, ambientes familiares e até no trabalho. O comportamento manipulador frequentemente aparece disfarçado de preocupação, cuidado ou amor, o que dificulta a identificação precoce da violência emocional.

Entre os principais sinais de alerta estão a sensação constante de culpa, insegurança excessiva, medo de expressar opiniões e dificuldade em confiar nos próprios sentimentos. Pessoas submetidas a esse tipo de manipulação também podem desenvolver ansiedade, depressão, isolamento social e baixa autoestima.

Especialistas destacam que reconhecer o problema é o primeiro passo para interromper o ciclo de abuso. Buscar apoio emocional, conversar com pessoas de confiança e procurar acompanhamento psicológico também são atitudes fundamentais.

Por

Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.