Colocar uma brasa quente dentro da cuia de mate: por que é recomendado e para que serve
Muitos usuários potencializam a técnica adicionando uma colher de açúcar junto à brasa

O hábito de colocar uma brasa acesa dentro do recipiente do mate é um segredo transmitido entre gerações de conhecedores da tradição, revelando-se uma técnica eficaz para preservar a qualidade da bebida e a vida útil do utensílio.
Segundo especialistas e entusiastas, este truque caseiro é a solução ideal para quem percebe um gosto lavado ou ácido na infusão, ou ainda nota a presença de manchas brancas no fundo do recipiente.
A recomendação surge principalmente para enfrentar problemas causados pelo excesso de umidade, comum em ambientes úmidos ou quando a erva usada é deixada no recipiente de um dia para o outro.
Nessas condições, a cabaça absorve água excessivamente, criando o ambiente perfeito para a proliferação de fungos. Ao introduzir uma brasa no mate vazio, o calor seco gerado elimina vestígios de umidade e queima esporos de fungos antes que causem danos permanentes.
Muitos usuários potencializam a técnica adicionando uma colher de açúcar junto à brasa. Ao agitar o recipiente, produz-se uma fumaça densa que realiza uma cura profunda, eliminando bactérias e conferindo um aroma defumado e adocicado que suaviza as próximas utilizações.
No entanto, é fundamental destacar que este método é exclusivo para mates feitos de materiais orgânicos, como cabaça, madeira ou osso. A aplicação em recipientes de vidro ou cerâmica é estritamente desencorajada, pois o choque térmico pode causar a quebra imediata do material.
Para realizar o procedimento com segurança, é necessário seguir alguns passos básicos. Primeiramente, o mate deve estar completamente vazio e, preferencialmente, raspado com uma colher para remover qualquer resíduo de erva. Não é necessário um pedaço grande de carvão; uma pequena brasa de lenha em brasa é suficiente.
Após introduzir a brasa, deve-se tapar a boca do recipiente com a palma da mão, deixando apenas uma pequena fenda, e agitá-lo para que o calor alcance toda a superfície interna. Ao final, retira-se a brasa e sacodem-se as cinzas, sem a necessidade de enxaguar com água imediatamente, permitindo que o calor finalize o processo de desinfecção e cura.
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