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Presente solidário transforma brindes corporativos em acolhimento para mães em vulnerabilidade

Projeto da Fundação CDL-BH une reconhecimento aos colaboradores e investimento social, revertendo recursos para iniciativas como o Projeto Afeto, do Hospital Sofia Feldman

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Brindes corporativos podem colaborar para acolhimento de mães • Fundação CDL/BH

Um presente pode ir muito além de um gesto de carinho. Pode representar solidariedade, cuidado e a oportunidade de transformar vidas. A reportagem especial dentro do Café com Notícia, neste sábado (25) , “Não é só um presente, é solidariedade, é cuidado ,é acolhimento”, foi destacada o ato da solidariedade e conta a história de uma proposta da Fundação CDL- BH, que desenvolveu um modelo de investimento de impacto social em que empresas presenteiam colaboradores em datas comemorativas e, ao mesmo tempo, contribuem para projetos voltados a pessoas em situação de vulnerabilidade.

A iniciativa beneficia diferentes ações sociais, entre elas o Projeto Afeto, desenvolvido em parceria com o Hospital Sofia Feldman, referência em assistência materno-infantil. A proposta é simples: parte dos recursos arrecadados com a venda de produtos institucionais é revertida para projetos que oferecem acolhimento e assistência a quem mais precisa.

Segundo o presidente da Fundação CDL BH, Wilson Mairink, o modelo permite que empresas associem o reconhecimento aos funcionários ao compromisso com a responsabilidade social. "Criamos produtos aliados a projetos sociais. A empresa presenteia seus colaboradores e, ao mesmo tempo, ajuda a transformar vidas. Todo o lucro obtido com esses produtos é revertido para os projetos sociais.", disse.

Empresas também fazem parte da corrente do bem

Foi o que aconteceu com uma empresa de tecnologia de gestão de contratos e documentos, sediada em Belo Horizonte. No último Dia das Mães, a organização escolheu brindes solidários para homenagear as colaboradoras.

Para a líder da área de Recursos Humanos, Letícia Pivoto, a iniciativa teve um significado ainda maior. "Foi um momento muito simbólico. As mães ficaram muito felizes por receberem o presente, mas principalmente por saberem que, por meio daquela homenagem, também estavam ajudando outras pessoas."

Acolhimento para quem enfrenta uma gestação de risco

Os recursos ajudam a manter iniciativas como o Projeto Afeto, que atende mulheres e recém-nascidos em situação de vulnerabilidade social no Hospital Sofia Feldman.

A coordenadora de enfermagem da Casa da Gestante, Bebê e Puérpera e Centro de Parto, Tatiany de Araújo, explica que muitas pacientes precisam permanecer próximas ao hospital durante a gestação ou após o parto para garantir um acompanhamento especializado. "É uma casa que acolhe mulheres que precisam permanecer próximas ao hospital durante a gestação ou após o parto.

Elas recebem atendimento multiprofissional, apoio à amamentação e um ambiente acolhedor para que tenham uma gestação e um puerpério mais seguros."

Segundo ela, o impacto do acolhimento vai além dos cuidados médicos. "Muitas chegam assustadas, ansiosas e inseguras. Com o passar dos dias, vão recuperando a confiança, se sentindo acolhidas e preparadas para esse momento tão importante."

Solidariedade que transforma

Para quem já precisou de ajuda, o valor da solidariedade ganha um significado ainda mais profundo.

O carpinteiro Fernando Henrique dos Reis conta que, após sofrer um acidente de moto, recebeu apoio de muitas pessoas e hoje procura retribuir.

"Se você puder doar uma blusa, um prato de comida ou qualquer ajuda, faça isso. Eu precisei de ajuda e sou muito grato por tudo o que fizeram por mim."

A diarista Natália Eulália também acredita que ajudar o próximo é um ciclo. "Eu compartilho o que tenho. Também já fui ajudada quando estava desempregada. Muitas vezes, quando você ajuda, também recebe ajuda quando precisa."

O voluntariado começa perto de casa

Para o fundador do movimento Tio Flávio Cultural, Flávio Tófani, a maior barreira para o voluntariado não é a falta de tempo. "As pessoas dizem que gostariam de fazer trabalho voluntário, mas não têm tempo. Na verdade, a gente encontra tempo para aquilo que considera importante."

Wilson Mairink reforça que a transformação social começa nas pequenas atitudes. "Antes de querer transformar o mundo, precisamos olhar para quem está ao nosso lado. Às vezes, dentro da própria casa, já existe alguém precisando da nossa ajuda."

A servidora pública Verônica Nunes, que também atua como voluntária, resume o espírito da iniciativa. "Precisamos olhar para o outro, mas também cuidar de nós mesmos. A solidariedade começa dentro da gente."

Mais do que entregar um presente, iniciativas como essa mostram que um gesto de reconhecimento pode se transformar em acolhimento, esperança e novas oportunidades para centenas de famílias.

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Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.

 

 

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