Vídeo: explosão em Nairóbi deixa ao menos três mortos e mais de 250 feridos
Acidente ocorreu na capital do Quênia nesta sexta-feira (2)

Ao menos três pessoas morreram e outras 280 ficaram feridas após um enorme incêndio causado por uma explosão de gás em Nairóbi, capital do Quênia, nesta sexta-feira (2). O incêndio, que começou à meia-noite, mobilizou um grande número de bombeiros e foi controlado após 9 horas de trabalho.
Um caminhão 'carregado com gás explodiu, provocando uma enorme bola de fogo que se espalhou amplamente', disse o porta-voz do governo, Isaac Maigua Mwaura, nas redes sociais, dando um balanço de três mortos e 280 feridos. O fogo 'danificou vários veículos e imóveis comerciais, incluindo muitas pequenas e médias empresas", explicou.
'Infelizmente, dois prédios residenciais do bairro também pegaram fogo, e um bom número de moradores estava lá dentro porque era noite', acrescentou. Na manhã desta sexta-feira, moradores denunciaram o armazenamento ilegal de gás e gasolina no bairro e acusaram as autoridades de negligência.
Um policial responsável pelo monitoramento do local, onde ocorreu a explosão, foi preso, disse o inspetor de polícia Douglas Kanja.
Devido à força da explosão, vários carros foram destruídos, e peças de automóveis foram encontradas no topo de um prédio de cinco andares, disse a polícia.
'Estávamos em casa e ouvimos uma enorme explosão', disse à AFP James Ngoge, que mora do outro lado da rua de onde ocorreu o incêndio.
'Todo o prédio foi abalado por um grande tremor. Tivemos a sensação de que ia desabar. No início, não sabíamos o que estava acontecendo, foi como um terremoto. Tenho um comércio na estrada que ficou completamente destruído', relatou.
Instalação ilegal
Após a comoção, vários moradores de Mradi culparam o governo por permitir o funcionamento de instalações de armazenamento de combustível em seu bairro.
Em um comunicado, o Instituto do Petróleo da África Oriental (PIEA), que reúne empresas de petróleo e gás da região, declarou, após examinar o local, que 'esta explosão aconteceu no que é um local ilegal de enchimento e armazenamento de gás de petróleo liquefeito situado em uma área residencial densamente povoada'.
Segundo a organização, o proprietário do local e alguns de seus clientes haviam sido condenados em maio de 2023 por essa instalação. 'O proprietário continuou operando instalações ilegais de armazenamento e enchimento sem cumprir os padrões mínimos de segurança e pessoal qualificado de GPL exigido por lei, o que levou a esse infeliz desastre', disse.
A Autoridade Reguladora de Petróleo e Energia do Quênia (EPRA) afirmou que, no ano passado, havia negado três vezes no ano passado pedidos para a instalação de uma unidade de armazenamento e enchimento de GPL no local da explosão.
'O principal motivo da rejeição foi o fato de os projetos não respeitarem as distâncias de segurança', afirmou, referindo-se 'à alta densidade populacional em torno do local proposto'.
Em 2011, mais de 100 pessoas morreram em um bairro pobre de Embakasi, depois do derramamento e do incêndio de um gasoduto.
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