Belo Horizonte
Itatiaia

Uganda aprova lei anti-gay que prevê pena de morte e prisão para quem 'promover a homossexualidade'

Uganda já tinha uma das legislações mais duras do mundo contra pessoas LGBTQIA+

Por
Portadoras do HIV flagrados em relação sexual com parceiros do mesmo sexo podem ser mortos
Portadoras do HIV flagrados em relação sexual com parceiros do mesmo sexo podem ser mortos • Banco de imagens Pixabay

A nova versão do projeto que estabelece penas de morte e de prisão para a chamada "homossexualidade agravada", termo adotado para classificar ações que incluem o relacionamento entre pessoas do mesmo sexo, foi aprovado nessa terça-feira (2) pelo parlamento de Uganda, na África. As mudanças na versão inicial da lei anti-LGBTQIA+ ocorrem após críticas feitas por governos e organizações que atuam em defesa dos direitos humanos. Contudo, na prática, analistas garantem que o novo texto não altera os pontos da legislação, considerada uma das mais rígidas do mundo.

A lei de Uganda prevê pena de morte para pessoas portadoras do HIV que forem flagradas em uma relação sexual com parceiros do mesmo sexo. No caso da promoção da homossexualidade, a pessoa pode ser condenada a até 20 anos de prisão.

A Uganda já tinha uma das legislações mais duras do mundo contra pessoas LGBTQIA+ antes mesmo da aprovação do texto

Autoridades dos EUA, da União Europeia e as Nações Unidas continuam condenando as regras. Mesmo assim, o ditador Yoweri Museveni, no poder há quase 40 anos, deve sancionar o projeto aprovado pelo Parlamento.

Yoweri Museveni é conhecido por sua oposição a pautas LGBTQIA+ e, para amenizar a pressão internacional, pediu, na semana passada, a retirada do trecho que criminalizava o fato de alguém se identificar como homossexual. "A lei proposta deve ser clara para que o que se considere criminalizado não seja o estado de alguém com uma propensão desviante, mas sim as ações de alguém agindo sobre esse desvio", diz o ditador em comunicado.

Além de autoridades internacionais, a oposição protesta contra o projeto anti-LGBTQIA+ e outras violações dos direitos humanos no país, como prisões ilegais e o desaparecimento de ativistas.

Apoiadores da lei alegam que as práticas LGBTQIA+ ameaçam os valores tradicionais na nação conservadora e cristã da África Oriental. "Vamos proteger os ugandenses, vamos proteger nossos valores, nossas virtudes", disse a presidente do Parlamento, Anita Among.

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.