Itatiaia

Ucrânia discute o uso de esperma ou óvulos de soldados mortos na guerra

Em 2023, o país autorizou os militares a congelarem amostras gratuitamente antes de partirem para a batalha; legislação não especifica o destino das substâncias em caso de morte

Por
Mulher manipula ampolas em laboratório químico
No ano passado, a Ucrânia autorizou os militares a congelarem amostras desse tipo de forma gratuita antes de partir para a frente de batalha • Robson Valverde/SES-SC

Vários deputados ucranianos anunciaram nesta segunda-feira (29) uma emenda para proteger o uso de esperma ou óvulos de soldados mortos na guerra, uma questão que gera controvérsia no país.

No ano passado, a Ucrânia autorizou os militares a congelarem amostras desse tipo de forma gratuita antes de partir para a frente de batalha, mas a legislação era ambígua sobre o destino dessas amostras em caso de morte.

A vice-presidente do Parlamento, Olena Kondratiuk, disse que os parlamentares apresentarão uma emenda nesta segunda para "cancelar a destruição pós-morte" dessas amostras.

"Como explicar isto a uma mulher em luto (...) que, enquanto seu marido defendia nosso país e morria, os deputados privaram-na de seu direito de ser pai depois de sua morte?", escreveu a advogada Olena Babych no Facebook na semana passada.

A população da Ucrânia diminuiu drasticamente desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, devido às perdas militares e ao êxodo de milhões de pessoas que fugiram do país.

Participe do canal da Itatiaia no Whatsapp e receba as principais notícias do dia direto no seu celular. Clique aqui e se inscreva.

Por

Agence France-Presse é uma agência de notícias francesa, a AFP cobre a atualidade mundial com uma qualidade única de produção multimídia em vídeos, textos, fotos e infográficos em seis línguas.

 

 

Belo Horizonte