'Vamos atingi-los com muita força', diz Donald Trump em nova ameaça ao Irã
Na semana passada, Trump afirmou considerar o cessar-fogo encerrado, embora tenha mantido a possibilidade de novas negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou "atingir com muita força" o Irã, criticando o país por não aceitar um acordo. Além disso, Trump afirmou que os EUA se tornariam os "guardiões" do Estreito de Ormuz, cobrando pagamento pela proteção.
"Nós os atingimos com muita força na noite passada. Toda vez que eles enviam um drone, nós os atingimos com muita força. Mas nós tínhamos um acordo. O que ninguém sabe é que tínhamos um acordo. Era um acordo fechado, e então eles o romperam. Eles sempre o rompem. Já fizemos 10 acordos com esse pessoal, então vamos simplesmente atingi-los com muita força", disse ele em entrevista por telefone à emissora americana Fox News.
Trump acrescentou que os EUA assumiriam o papel de protetores do Estreito de Ormuz. "Agora vamos protegê-lo e seremos pagos para protegê-lo", afirmou, completando que esperaria reembolso pela proteção do local, pois os americanos "queremos apenas ser reembolsados por fazer tudo isso, por colocar nosso pessoal em perigo". A posição do então presidente dos Estados Unidos foi reforçada em declaração anterior sobre a postura do país, conforme o artigo Trump diz que assumirá controle de Ormuz e que atingirá o Irã 'com força'.
Os comentários de Trump surgem após as forças armadas dos EUA terem aumentado o número de ataques realizados contra o Irã durante o fim de semana.
A nova onda de violência aumenta a incerteza sobre o futuro de um acordo provisório entre os EUA e o Irã, assinado no mês passado, que visava reabrir o estreito e encerrar o conflito após mais 60 dias de negociações. A instabilidade levou a uma declaração anterior do ex-presidente, onde ele considerou as negociações como "perda de tempo", tema do artigo Trump diz que acordo com Irã 'acabou' e que negociação é 'perda de tempo'.
Os ataques mais recentes fazem parte de um ciclo de ofensivas e contraofensivas, em um cenário onde o Irã busca afirmar seu controle sobre a navegação no Estreito de Ormuz. Essa série de ataques marcou uma escalada em ritmo e alcance.
Na semana passada, Trump afirmou considerar o cessar-fogo encerrado, embora tenha mantido a possibilidade de novas negociações.
Em resposta, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, utilizou a rede social X no domingo para alertar: "A era dos acordos unilaterais ACABOU. Nós avisamos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta." A postura do Irã tem sido de resistência, conforme analisado no artigo após negociações, Irã afirma que não cederá a ameaças dos EUA.
A guerra, iniciada pelos EUA e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, desestabilizou a região do Golfo, levando o Irã a atacar países que abrigam bases americanas. O bloqueio efetivo do estreito, imposto pelo Irã, resultou na elevação dos preços da energia e na aceleração da inflação global.
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