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Trump diz que acordo com Irã 'acabou' e que negociação é 'perda de tempo'

As declarações, feitas durante a cúpula da Otan, seguem ataques do Irã a alvos dos EUA e bombardeios americanos

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O presidente dos EUA, Donald Trump • Official White House Photo by Molly Riley.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (16) que o memorando de entendimento firmado com o Irã "acabou", considerando "uma perda de tempo negociar" com Teerã. As falas foram dadas durante a cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), na Turquia, após uma série de ataques registrados na região e a resposta iraniana a bombardeios americanos.

A afirmação do presidente americano é a indicação mais clara até o momento de que o acordo com Teerã, na prática, entrou em colapso. Trump classificou o Irã como "pessoas más e doentes" e reiterou que o pacto preliminar está à beira da ruptura. O líder dos EUA também chamou o país de "jogadores sujos" por atacar embarcações comerciais no Estreito de Hormuz, o que ele descreve como uma violação do cessar-fogo. Essa postura agressiva reforça as acusações de chantagem contra o Irã.

Trump voltou a expressar que os Estados Unidos estão "perdendo tempo" ao negociar com o Irã e afirmou preferir "fazer o nosso trabalho" em vez de insistir na via diplomática. "Temos que eliminar esse câncer, esse câncer", afirmou o presidente. "E sabem o que se faz? É preciso cortar o câncer cedo. É assim que eu vejo isso." Tais declarações mostram um tom endurecido, que já havia alertado que o Irã 'deixaria de existir' caso violasse novamente o cessar-fogo.

As declarações ocorreram depois que a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou ter lançado ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, em resposta aos bombardeios americanos contra o território iraniano. Essa escalada de hostilidades tem aumentado a tensão entre os países e pode levar a novos conflitos.

O secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), Mark Rutte, apoiou os mais recentes ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Falando a jornalistas antes da cúpula da aliança em Ancara, ele afirmou que a ação militar foi "absolutamente necessária". A postura da Otan demonstra o alinhamento com a retórica americana e o posicionamento de que a diplomacia precisa ser fortalecida ou reavaliada após os eventos recentes.

Mais cedo, o ministério das Relações Exteriores do Irã, em um novo comunicado, afirmou que a responsabilidade pela mais recente escalada das hostilidades é dos Estados Unidos. O governo iraniano também acusou Washington de "quebrar acordos". Segundo Teerã, os ataques dos Estados Unidos ao sul do Irã, a decisão de restabelecer sanções ao petróleo iraniano e os combates em curso no Líbano "tornaram ineficazes partes importantes e fundamentais" do acordo para encerrar a guerra, o que contraria as expectativas de um acordo de paz na região. Anteriormente, o presidente americano prometeu novos bombardeios caso o pacto não fosse assinado.

Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que os ataques realizados na madrugada desta quarta-feira (16), assim como as sanções, foram uma "punição" pelos recentes ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. Essa retaliação mostra a intensificação da crise, com o presidente americano já tendo afirmado que "haverá ou paz, ou haverá tragédia para o Irã".

 

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