Donald Trump alerta Irã e diz que país 'deixará de existir' caso viole de novo o cessar-fogo
Presidente dos EUA emitiu um aviso severo ao Irã; declaração ocorre em meio a uma série de ataques e contra-ataques em Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou neste sábado (27) que o Irã "deixará de existir" caso volte a violar o cessar-fogo. A declaração ocorre em meio a uma escalada de tensões no Oriente Médio, com os Estados Unidos realizando novos ataques contra alvos iranianos no Estreito de Ormuz, em resposta a ações de Teerã, como o lançamento de drones contra embarcações comerciais.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump acusou Teerã de infringir o acordo. O presidente dos EUA afirmou que as ações iranianas resultaram nos ataques das Forças Armadas dos EUA contra locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, realizados na noite deste sábado (27).
O presidente americano acrescentou, afirmando que pode chegar um momento em que os Estados Unidos serão "forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso".
A publicação de Trump acontece horas após o CENTCOM (Comando Central dos EUA) afirmar que as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram mais ataques contra alvos iranianos nas imediações do Estreito de Ormuz.
Em publicação na rede social X, o CENTCOM afirmou que o ataque ocorre após o Irã lançar um drone que atingiu um petroleiro de bandeira panamenha na manhã deste sábado (27).
O Exército americano informou que aeronaves militares tiveram como alvos infraestrutura de vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação, locais de defesa aérea, instalações de armazenamento de drones e capacidades de lançamento de minas.
O trânsito de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz deve continuar normalmente, acrescentou a nota.
As autoridades iranianas não se pronunciaram sobre os ataques.
A ação ocorre após os EUA terem realizado ataques na região do Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (26), visando locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, bem como instalações de radar costeiro. Os ataques em Ormuz ampliam a incerteza sobre o cessar-fogo na região.
Nesta quinta-feira (25), o Irã atacou uma embarcação comercial próxima ao Estreito de Ormuz.
Segundo autoridades americanas, um drone iraniano atingiu o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Singapura, no primeiro ataque contra uma embarcação desde a assinatura do acordo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a ação como uma "violação insensata" do acordo firmado entre os dois países.
Em resposta, as forças americanas realizaram ataques contra instalações militares iranianas nas proximidades do estreito.
Segundo o CENTCOM (Comando Central dos EUA), aeronaves atingiram depósitos de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiro utilizadas pelas forças iranianas.
Após os bombardeios americanos, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado ataques contra posições militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Washington de violar o memorando de entendimento. As Forças Armadas americanas, porém, não confirmaram os ataques de Teerã.
Uma autoridade dos EUA disse à CNN que drones iranianos foram detectados, mas não atingiram seus alvos.
Enquanto isso, o Bahrein, que abriga uma importante base militar americana, informou ter sido alvo de drones iranianos durante a madrugada deste sábado (27), classificando a ação como uma violação de sua soberania.
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