EUA afirmam ter realizado novos ataques na região do Estreito de Ormuz
Passagem marítima vive sob tensão, mesmo com acordo de paz entre Estados Unidos e Irã; Washington já havia realizado ataques nos últimos dias

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos iranianos na região do Estreito de Ormuz. A ofensiva foi divulgada pelo Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), neste sábado (27).
Nas redes sociais, o Centcom afirmou que o ataque acontece após o Irã lançar um drone que atingiu um petroleiro de bandeira panamenha nessa manhã.
O órgão informou, ainda, que aeronaves militares tiveram com alvos:
- Infraestrutura de vigilância militar iraniana;
- Sistemas de comunicação;
- Locais de defesa aérea;
- Instalações de armazenamento de drones;
- Capacidades de lançamento de minas.
Mesmo com o ataque, o trânsito de embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz devem continuar normalmente, segundo o Centcom.
Os Estados Unidos já haviam realizado ataques na região de Ormuz nessa sexta-feira (26), visando locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de radar costeiro.
Tensão em Ormuz sob acordo de paz
A tensão no Estreito de Ormuz acontece sob um acordo de paz entre os Estados Unidos e Irã. Mesmo assim, na quinta-feira (25), o país persa atacou uma embarcação comercial próxima à passagem marítima.
Autoridades norte-americanas divulgaram que um drone iraniano atingiu o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Singapura, no primeiro ataque contra uma embarcação desde a assinatura do acordo.
Na ocasião, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a ação como uma "violação insensata" do acordo firmado entre os dois países.
Como resposta, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques contra instalações militares iranianas nas proximidades do estreito.
Após os bombardeios americanos, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter lançado ataques contra posições militares dos EUA no Oriente Médio.
O Ministério das Relações Exteriores iraniano acusou Washington de violar o memorando de entendimento. As forças armadas americanas, porém, não confirmaram os ataques de Teerã.
*Com CNN.
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.



