'Tarifaço' entra em vigor, e Trump comemora: 'Bilhões de dólares estão fluindo'
Tarifas variam entre 15% e 41%; as impostas ao Brasil entraram em vigor na quarta-feira (6)

Entraram em vigor nesta quinta-feira (7) todas as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a dezenas de outros países. O republicano comemorou o fato em sua rede social, o Truth Social.
"É meia-noite!!! Bilhões de dólares em tarifas estão fluindo agora para os Estados Unidos da América", publicou. Para o presidente, a meta é reestruturar o comércio 'em benefício dos trabalhadores americanos'.
Washington mantém a tarifa mínima universal de 10% imposta em abril para os países os quais os Estados Unidos mais exportam que importam, ou seja, aqueles com que possuem superavit comercial.
Tarifas
Já para os países os quais os EUA possuem déficit comercial, as tarifas são mais elevadas, que variam entre 15% e 41%. Elas passaram a ser aplicadas nesta quinta-feira (7).
União Europeia, Japão, Coreia do Sul, entre outros pagarão 15%. Já o Brasil enfrenta um tarifaço de 50% adicionais desde quarta-feira (6). A represália contra o país é um protesto contra a 'caça às bruxas', segundo Trump, contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
No caso da Síria, as taxas chegam a 41%. Na Suíça, o valor é de 39%.
Semicondutores
Nesta quarta (6), o presidente norte-americano anunciou que pretende impor taxas de 100% sobre os chips e semicondutores. Porém, essa taxa será zerada se a empresa fabricar nos Estados Unidos.
Produtos farmacêuticos devem ser os próximos. "Inicialmente, vamos impor uma pequena tarifa sobre os produtos farmacêuticos, mas em um ano, um ano e meio, no máximo, aumentará para 150% e depois para 250% porque queremos que os produtos farmacêuticos sejam produzidos em nosso país", disse o republicano.
Vale lembrar que Trump já taxou especificamente outros setores, como o aço, alumínio e cobre, com 50%, e automóveis e autopeças fora do T-MEC.
A ofensiva tarifária do presidente é escalonada. Em 12 de agosto, expirará uma trégua comercial com a China. Nos últimos meses, os dois países protagonizaram uma guerra comercial com várias tarifas trocadas.
*Com AFP
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



