O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante a sexta-feira (9) que uma invasão à Rússia para capturar Vladimir Putin “não será necessária”. A declaração ocorreu em resposta a pergunta de um repórter durante uma reunião com executivos do setor petrolífero em Washington, capital americana.
Trump ainda destacou o bom relacionamento com o líder russo, mas não negou a frustração com a demora para encerrar o conflito entre o país com a Ucrânia, que se mostrou mais difícil de resolver do que o esperado. “A economia russa está em má situação, acho que vamos acabar resolvendo isso. Gostaria que tivéssemos conseguido mais rápido”, declarou.
O presidente americano também argumentou que a Rússia não teme a liderança europeia, mas o avanço estadunidense sob seu comando. Para ele, o comando militar americano sob Trump é um fator de pressão para a liderança em Moscou.
As declarações ocorrem durante conversas de ucranianos e americanos em Paris, na França, que buscam resolver as divergências antes de enviar uma proposta de paz à Rússia. Durante o governo Trump, o país americano mudou sua posição no conflito, deixando de ser um apoiador da Ucrânia para se tornar um mediador
Troca de ataques entre Rússia e Ucrânia
O governo russo denunciou, nos dias 28 e 29 de dezembro, ataques ucranianos ao país com 91 drones de longo alcance que teriam atingido uma casa de Putin na região de Novgorod, 500km ao norte da capital Moscou. O governo ucraniano nega a realização da ofensiva.
Em resposta, a Rússia realizou na última sexta-feira (9) um ataque com uso de míssil hipersônico, o “Oreshnik”, com capacidade nuclear, contra “alvos estratégicos” na Ucrânia. Essa foi a segunda vez que o país utilizou mísseis do tipo.
Cerca de 40 prédios foram danificados nos ataques russos, incluindo 20 residenciais e a Embaixada do Catar, segundo o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky. A polícia relatou quatro mortos e 24 feridos. A prefeitura de Kiev indicou aos moradores da capital, se possível, evacuar a cidade por conta da danificação que ocorreu à calefação dos prédios residenciais durante um inverno rigoroso que atinge o país.
(Sob supervisão de Rayllan Oliveira)