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Presidente da Colômbia é criticado ao exibir corpos e celebrar 'sucesso contra guerrilheiros'

Bogotá afirma que os cadáveres seriam de integrantes de grupos guerrilheiros mortos em uma operação das forças de segurança; Abelardo de la Espriella e outras autoridades aparecem diante de 23 corpos enfileirados e cobertos

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Corpos são expostos enfileirados e cobertos diante do presidente, enquanto ele exalta a atuação das forças armadas
Corpos são expostos enfileirados e cobertos diante do presidente, enquanto ele exalta a atuação das forças armadas • Reprodução/Redes Sociais

O presidente da Colômbia, Abelardo De La Espriella, publicou nas redes sociais vídeos em que comemora operações contra grupos armados do país. Em uma das postagens, divulgada na quinta-feira (3), ele e outras autoridades aparecem diante de 23 corpos enfileirados e cobertos. A imprensa internacional criticou a conduta de De La Espriella.

Bogotá afirma que os cadáveres seriam de integrantes de grupos guerrilheiros mortos em uma operação das forças de segurança. Nas redes sociais, o presidente colombiano escreveu: "Acabaram os salvo-condutos e os jogos de congelamento do regime anterior. Aos bandidos restam a rendição total ou a morte em combate".

Na sexta-feira (4), De La Espriella postou um novo vídeo, desta vez durante uma entrevista coletiva sobre o resultado da "Operação Sentinela da Pátria". O presidente comemorou a morte de Naím, conhecido como "Bendito Menor", a quem descreve como "um dos criminosos mais perigosos do país".

Mais uma vez, corpos são expostos enfileirados e cobertos diante do presidente, enquanto ele exalta a atuação das forças armadas.

O jornal New York Times apontou que o vídeo foi "uma expressão especialmente crua de uma tática política cada vez mais visível em todo o continente americano: líderes que fazem campanha com base na aplicação da lei e na manutenção da ordem, utilizando imagens de supostos criminosos como uma demonstração do poder do Estado".

'Linha dura' contra grupos armados

O recém-empossado presidente da Colômbia é apoiado por Donald Trump. Abelardo De La Espriella, que chegou ao poder 7 de agosto, prometeu enfrentamento das máfias do narcotráfico, com bombardeios letais contra guerrilheiros. Por outro lado, o governo enfrenta críticas da oposição e de organizações de defesa dos direitos humanos.

Nas redes sociais, o líder afirmou que irá "perseguir com mão de ferro aqueles que atentarem contra os colombianos, até capturá-los, desmantelar suas estruturas e devolver a tranquilidade às nossas comunidades".

O governo de extrema-direita indica que ao menos 38 guerrilheiros foram mortos nas primeiras semanas da nova gestão.

Bombardeio contra guerrilha deixa 10 mortos

Na segunda-feira (31), um bombardeio contra uma guerrilha na Amazônia colombiana deixou ao menos 10 pessoas mortas, entre elas três menores de idade. Foi o segundo ataque aéreo lançado pelo Exército desde que o presidente direitista assumiu o poder.

Horas depois do ataque, Abelardo De La Espriella escreveu, nas redes sociais, sobre o bombardeio:  "Os bandidos que, durante décadas, recrutaram menores para transformá-los em combatentes ou em escudos humanos devem pagar por estes crimes que violam o Direito Humanitário".

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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