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Oriente Médio: presidente do Irã confirma morte de ministro da Inteligência

Esta é a terceira morte de membros do alto escalão iraniano nesta semana; Israel segue em busca de líder supremo

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Ministro da Inteligência do país, Esmail Khatib • Reprodução / Flickr

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, confirmou, nesta quarta-feira (18), a morte do ministro da Inteligência do país, Esmail Khatib, durante a guerra contra Israel e os Estados Unidos. Esta é a terceira morte de membros do alto escalão do país do Oriente Médio. 

Pezeshkian não revelou quem lançou o ataque que assassinou Khatib, mas Israel anunciou que o ministro iraniano havia sido "eliminado". Ele é o terceiro membro da República Islâmica que foi morto nos últimos dias.

O anúncio israelense foi publicado em uma rede socia pelo ministro da Defesa do país, Israel Katz. No texto, ele descreve que Khatib morreu em um ataque durante a noite de terça (17) e conta que o iraniano foi responsável pela mortes de alguns manifestantes no país.

"Khatib desempenhou um papel significativo durante os recentes protestos em todo o Irã, incluindo a prisão e o assassinato de manifestantes, além de liderar atividades terroristas contra israelenses e americanos em todo o mundo", escreveu o Ministério da Defesa de Israel.

Horas antes do anúncio do assassinato de Khatib, o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, também foi morto. Além deles, a semana foi marcada pelas mortes do chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani, e do líder da força paramilitar Basij, Gholamerza Soleimani.

"O assassinato covarde dos meus queridos colegas Esmail Khatib, Ali Larijani e Aziz Nasirzadeh, juntamente com alguns de seus familiares e a equipe que os acompanhava, nos mergulhou no luto", declarou o presidente.

A guerra no Oriente Médio também foi marcada pela morte do ex-líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no início do conflito, em 28 de fevereiro.

Israel, em conjunto com os Estados Unidos, seguem à procura do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei - que não realizou nenhuma aparição pública desde que assumiu o carro que era do pai.

Entenda o conflito no Oriente Médio

Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.

Recém-completadas três semanas de guerra, o Oriente Médio registrou mais de duas mil mortes. O Irã é o país com mais número de vítimas, contabilizando mais de 1.300 mortes segundo o embaixador do país nas Nações Unidas. Outros países também são alvos de bombardeios e ataques, como a Arábia Saudita com duas vítimas, Bahrein (2), Emirados Árabes Unidos (6), EUA (13), Iraque (32), Israel (15), Kuwait (6), Líbano (773), Omã (3).

Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em uma coletiva de imprensa nesta terça-feira (17). Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".

*Com AFP

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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