A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez,
Rodríguez convocou a população a resistir a uma intervenção dos Estados Unidos e disse que a Venezuela, e “jamais será colônia de nenhuma nação”. “Nós estamos prontos para defender a Venezuela, nós estamos prontos para defender nossos recursos naturais, que devem ser para o desenvolvimento nacional”, disse.
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A vice-presidente estava ao lado de um Conselho de Defesa da Nação e ao lado de dirigentes dos poderes públicos. Segundo o jornal The New York Times, Rodriguez chegou a fazer uma cerimônia secreta de posse. Porém, ela não mencionou a posse em seu pronunciamento aos venezuelanos. “A Venezuela só tem um presidente: Nicolás Maduro”, disse Rodríguez.
Mais cedo, Trump afirmou que a vice-presidente tinha colaborado com os Estados Unidos na operação. Segundo o presidente dos EUA, ela teve uma conversa com o secretário de Estado Marco Rubio e estava “essencialmente disposta a fazer o que consideramos necessário para tornar a Venezuela grande novamente”.
Operação na Venezuela
A ofensiva dos Estados Unidos na Venezuela ocorreu após meses de tensão entre os dois países. As Forças Armadas dos Estados Unidos ocupavam o mar do caribe com uma intensa mobilização de tropas, incluindo o maior porta-aviões do mundo e dezenas de caças. Até então, as ações estavam concentradas em atacar barcos que, supostamente, seriam do narcotráfico.
Agora, a operação mirou pontos militares em Caracas e outras províncias venezuelanas. A ação resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Os dois estão sob custódia em um navio militar no Caribe e serão enviados para enfrentar a Justiça americana em Nova York. Segundo a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, o venezuelano vai responder por crimes como narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas.
Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela até que haja uma transição democrática no país. Ele também ressaltou o interesse nas reservas de petróleo, e afirmou que empresas americanas vão voltar a operar em território venezuelano. Atualmente, a petrolífera americana Chevron já opera com autorização especial, mas empresas como Exxon Mobil foram expropriadas do país.