Itatiaia

Noruega quer proibir redes sociais 'nocivas para crianças'; entenda

Diversos países europeus buscam restringir o uso de redes sociais por crianças, após a Austrália aprovar a primeira proibição mundial para menores de 16 anos em dezembro passado

Por
Homem de camiseta branca segura celular em uma mão e xícara na outra, com notebook e papéis à sua frente.
Reprodução de pessoa usando celular • Magnific

O governo da Noruega anunciou nesta segunda-feira (19) que a proibição do uso de redes sociais para crianças menores de 16 anos incluirá medidas contra "plataformas prejudiciais". Entre os aplicativos afetados, foram citados nominalmente Roblox, Snapchat e TikTok.

Em abril, o país já havia afirmado que apresentaria um projeto de lei ao parlamento até o final do ano para proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos, responsabilizando as empresas de tecnologia pela verificação de idade. Na ocasião, o governo não citou plataformas específicas. A decisão da Noruega de limitar o acesso de menores de 16 anos a essas plataformas tem sido um tema de debate global.

Diversos países europeus buscam restringir o uso de redes sociais por crianças, após a Austrália aprovar a primeira proibição mundial para menores de 16 anos em dezembro passado. A medida se alinha a movimentos em outras nações, como a Indonésia, que também proibiu o acesso a essas plataformas para a mesma faixa etária. E o Reino Unido, que planeja ação similar, tem discutido medidas rigorosas para proteger seus jovens online. A restrição australiana incluiu aplicativos como Facebook, Instagram, TikTok, Snapchat e YouTube.

O governo da Noruega afirmou que seu projeto de lei visa abordar toda a gama de riscos que as crianças enfrentam nas redes sociais e que afetará "muitas plataformas".

"Isso inclui tudo, desde a exposição a conteúdo prejudicial e recursos viciantes até marketing ilegal e contato indesejado de estranhos", disse a ministra da Infância e Família, Lene Vaagslid, em comunicado.

A legislação planejada oferece às empresas de tecnologia um incentivo para remover conteúdo prejudicial e recursos viciantes, disse ela.

O ministério definiu plataformas prejudiciais como "mídias sociais que, por meio de seu design, recursos ou conteúdo, representam um risco para o desenvolvimento emocional, cognitivo ou físico ou para a segurança das crianças".

"O governo acredita que plataformas como TikTok, Roblox e Snapchat serão abrangidas pela lei", afirmou, sem responder quais outros aplicativos poderiam ser afetados.

A Snap (responsável pelo Snapchat), o Roblox e a ByteDance (responsável pelo TikTok) não responderam a pedidos de comentário.

O ministério afirmou que crianças e jovens ainda terão acesso a serviços de mensagens e jogos considerados inofensivos.

Leia mais

Por

Acompanhe as últimas notícias produzidas pela CNN Brasil, publicadas na Itatiaia.

 

 

Belo Horizonte