Investigação sobre furto de obras renascentistas na Itália aponta para suspeita de cumplicidade
Autoridades analisam se funcionários do Museu de Messina facilitaram a ação dos criminosos, que levaram peças históricas de Antonello da Messina em poucos minutos

As investigações sobre o roubo de valiosas obras de arte do pintor renascentista Antonello da Messina ganharam novos desdobramentos na Itália nessa terça-feira (18). Os investigadores apuram a possibilidade de conivência interna no Museu Regional Interdisciplinar de Messina (MuMe), na Sicília, para explicar como os criminosos conseguiram burlar os sistemas de segurança e agir tão rapidamente.
O crime ocorreu na noite do último sábado (15), durante um feriado local. Em uma ação que durou cerca de três minutos, os invasores conseguiram retirar e levar três painéis que compõem o célebre "Políptico de São Gregório", de 1473, além do painel de dupla face "Pietá", que ficava protegido dentro de uma vitrine blindada. Outros dois painéis foram abandonados na fuga.
A precisão do ataque levantou a suspeita de que os ladrões contavam com informações privilegiadas ou ajuda de pessoas ligadas ao próprio museu. Paralelamente, os peritos analisam eventuais falhas nos alarmes e no monitoramento para entender como o grupo agiu sem disparar o sistema no momento do acesso.
As autoridades trabalham com a hipótese principal de que o roubo tenha sido encomendado para abastecer o mercado ilegal e o colecionismo clandestino de obras de arte. Avaliadas em dezenas de milhões de euros, as peças representam um patrimônio incalculável para o acervo cultural italiano e para a história do Renascimento.


