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Oriente Médio: Trump compartilha montagem do Estreito de Ormuz como 'território dos EUA'

Presidente dos Estados Unidos havia dito na última semana que declararia Ormuz como território dos EUA; Irã reagiu a provocação e caracterizou republicano como 'iludido'

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Imagem publicada nos perifs oficiais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Casa Branca
Imagem publicada nos perifs oficiais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Casa Branca • Reprodução/Redes Sociais

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, postou nesta terça-feira (18) uma imagem do Estreito de Ormuz como "novo território dos EUA". Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, caracterizou o republicano como "iludido".

A imagem, intitulada "Novo território dos EUA" indica a região de Ormuz e os golfos Pérsico e do Omã, com um círculo sobre a via marítima. O Irã também é identificado na montagem compartilhada nas redes sociais pelos perfis oficiais de Donald Trump e da Casa Branca.

Após a publicação, Gharibabadi afirmou sobre Trump que "em breve, sua ilusão a respeito do Estreito de Ormuz será corrigida, ou nós corrigiremos as ilusões desse iludido".

Segundo o direito internacional, os Estados Unidos não podem tomar posse da passagem marítima por meio de uma declaração. Além disso, a carta da Organização das Nações Unidas (ONU) proíbe a ameaça ou uso da força contra a integridade territorial de outros países.

A imagem pode ser interpretada como uma provocação de Donald Trump ao Irã. Entretanto, o presidente disse, na última sexta-feira (14), que declararia Ormuz como território dos EUA e também em meio a uma escalada da guerra no Oriente Médio.

Disputa em Ormuz

Estreito de Ormuz é classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo • NASA | AFP
Estreito de Ormuz é classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo • NASA | AFP

O tráfego no Estreito de Ormuz voltou a ficar comprometido desde o momento em que as negociações para o fim da guerra entre EUA e Irã estão praticamente paralisadas. O acordo de entendimento para encerrar o conflito, que os países assinaram em julho, previa a liberação total da passagem marítima.

Entretanto, o Irã bloqueou Ormuz com ameaças e ataques a navios em retaliação aos ataques dos EUA e de Israel. Pelo acordo, os Estados Unidos também se comprometiam a colocar um fim no bloqueio naval que embarcações do país haviam imposto durante a guerra.

O Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo, ficou praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro.

A via é o caminho de escoamento para 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL) negociado no planeta. Além disso, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam, em condições normais, pela passagem diariamente.

O fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente a economia mundial, visto que a maioria do fluxo atual está impedida de transitar no local. Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço da gasolina chegou a US$ 3,72 por galão, em média, de acordo com a Associação Automobilística Americana (em inglês: American Automobile Association).

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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