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Indonésia fecha oito aeroportos após erupção vulcânica e afeta 150 mil passageiros

Cinzas do Anak Krakatoa atingiram o espaço aéreo de aeroportos; mais de 460 voos foram afetados

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Dois homens observam o Monte Sinabung expelir cinzas e uma espessa fumaça, visto de Karo, na província de Sumatra do Norte • Yt HARYONO/AFP

As autoridades da Indonésia fecharam oito aeroportos neste domingo (6) após a erupção do vulcão Anak Krakatoa. A medida deixou cerca de 150 mil passageiros retidos e afetou 467 voos, sendo 58 internacionais e 409 domésticos, segundo o Ministério dos Transportes.

Entre os aeroportos afetados está o Soekarno-Hatta, principal terminal aéreo de Jacarta. A suspensão das operações começou às 1h30 deste domingo (15h30 de sábado, no horário de Brasília) e foi prorrogada várias vezes. A previsão é de que o aeroporto permaneça fechado até as 23h59, no horário local.

Segundo o Ministério dos Transportes, análises realizadas ao longo do dia identificaram a dispersão de cinzas vulcânicas na região do aeroporto, o que levou à interrupção das operações.

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Vulcão teve novas erupções

O Anak Krakatoa entrou em erupção no sábado (5), expelindo lava e provocando explosões que, de acordo com a agência indonésia de vulcanologia, puderam ser ouvidas a até 700 quilômetros de distância.

Neste domingo, foram registradas duas novas erupções. O vulcão fica no estreito de Sunda, entre as ilhas de Java e Sumatra.

As cinzas vulcânicas representam risco para os motores das aeronaves e se espalharam pelo espaço aéreo de diversos aeroportos. O material também chegou a Bandar Lampung, no extremo sul de Sumatra, cobrindo veículos estacionados e margens de estradas.

Aulas serão remotas em Jacarta

As escolas de Jacarta ficarão fechadas nesta segunda-feira (7). Segundo a administração da capital, as aulas serão realizadas de forma remota. Não foi informado por quanto tempo a medida permanecerá em vigor.

O Anak Krakatoa apresenta atividade intermitente desde o início do século XX, quando surgiu dentro da caldeira formada após a grande erupção do Krakatoa, em 1883. A catástrofe daquele ano é considerada uma das mais letais e destrutivas da história, com estimativa de 35 mil mortes.

*Com AFP News

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Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu conteúdos para as editorias Turismo, Gastronomia e Emprego/ Concursos. Atualmente, colabora com as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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