Governo Trump intensifica investigação contra Democratas no Alasca em meio a suspeita de fraude na eleição
Os republicanos alegam que a oposição teria conspirado para recrutar um candidato independente ao Senado com o mesmo nome do candidato referendado pelos aliados de Trump

O departamento de Justiça dos Estados Unidos, parte da administração do presidente Donald Trump, intensificou as investigações contra o partido Democrata no Alasca após a suspeita de uma fraude eleitoral nas 'midterms'. Os republicanos alegam que a oposição teria conspirado para recrutar um candidato ao Senado com o mesmo nome do candidato referendado pelos aliados de Trump.
Segundo o The New York Times, membros da campanha da candidata democrata Mary Peltola, ajudaram Daniel J. Sullivan Jr., um professor aposentado, a concorrer às eleições. O homem é homônimo do candidato republicano à reeleição Dan S. Sullivan, o que poderia confundir eleitores na hora de votar.
Em uma entrevista coletiva, o procurador federal do Alasca, Michael Heyman, afirmou que a reportagem do periódico nova-iorquino provocou um aumento nos esforços do FBI na investigação de fraude. “Qualquer pessoa que tentar enganar ilegalmente os eleitores e interferir na eleição terá que responder por isso”, disse.
A disputa no Alasca é considerada fundamental para os republicanos no objetivo de manterem o controle da Casa. Nessas eleições de meio de mandato, os democratas podem retomar o comando do Senado e da Câmara dos Deputados, interferindo na governabilidade de Donald Trump nos últimos dois anos do seu mandato.
Estão em jogo 35 cadeiras no Senado, composto por 100 membros. Segundo projeção da NBC News, das vagas em disputa, pelo menos 5 estão em aberto. Os democratas possuem 34 assentos que não estão na disputa, enquanto nove estados em que haverá eleição são solidamente democratas, três são provavelmente democratas, e três se inclinam ao partido da oposição.
Caso as projeções se confirmem, o partido rival de Trump teria que vencer apenas dois estados ainda em aberto para conquistar a maioria dos assentos do Senado. Os republicanos tem 31 assentos que não estão na disputa, enquanto 10 são solidamente governistas, quatro são prováveis e um se inclina ao partido.
Segundo a pesquisa Alaska Survey Research, feita com 1.326 eleitores prováveis entre os dias 26 e 29 de outubro, Mary Peltola lidera a corrida com 48% das intenções de voto, ante 46% das intenções do incumbente Sullivan em primeiro turno. Já seu homônimo tem 3% das intenções de voto. Peltola lidera o segundo turno com 51%, ante 49% do senador republicano.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



