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EUA: voto antecipado bate recorde em eleição que pode definir o futuro do Governo Trump

Republicanos podem perder o controle do Congresso em meio a escalada democrata entre os eleitores; aprovação de Donald Trump segue na mínima histórica

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Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump • Official White House Photo by Daniel Torok.

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos bateram recorde de votos antecipados, modalidade que permite os eleitores a proferirem suas escolhas por correio ou presencialmente antes da data oficial do pleito, marcado para esta terça-feira (3). Segundo levantamento do laboratório eleitoral da Universidade da Flórida, mais de 49 milhões de americanos já votaram.

O número supera os quase 46 milhões de eleitores que votaram de maneira antecipada em 2022. A alta adesão do eleitorado americano, que supera 226 milhões aptos ao sufrágio, ocorre em um momento decisivo para o presidente Donald Trump, que pode perder o controle da Câmara e do Senado com uma escalada democrata em estados tradicionalmente republicanos, como o Texas.

Entre os eleitores que votaram antecipadamente está o papa Leão XIV, nascido em Chicago, no estado de Illionois. O pontífice é um crítico direto do governo Trump, protagonizando atritos com o republicano em temas como migração e a guerra contra o Irã. Em abril, o líder religioso chegou a classificar o conflito como “inaceitável”.

Trump intensificou a campanha em vários estados na última semana, em meio a possibilidade de perder a governabilidade que sustenta seu mandato. Estão em jogo 35 cadeiras no Senado, composto por 100 membros, e todas as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados.

Atualmente, os republicanos possuem a maioria frágil de 218 cadeiras na Câmara. Para os democratas assumirem o controle da casa seria necessário apenas mais 4 eleitos. No senado o cenário é semelhante, o partido de Trump possui 53 cadeiras, mas os democratas também precisam conquistar quatro assentos.

Nesse caso, as disputas em estados como o Maine, Ohio, Carolina do Norte, Iowa e Geórgia, podem definir o resultado final. Também há uma atenção especial no Kansas, Alasca e Texas, reduto republicano há mais de 30 anos que vê o democrata James Talarico na frente das pesquisas para o Senado.

O desempenho democrata é impulsionado pela baixa histórica da aprovação de Trump. Dados da pesquisa Reuters/Ipsos, divulgados na segunda-feira (26), mostram que o presidente tem apenas 32% de aprovação. A pesquisa também revelou que os eleitores registrados preferem os democratas em relação aos republicanos, de 47% a 36%.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

 

 

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