Equador oferece indulto preventivo a policiais e militares em guerra contra o crime
Noboa anunciou a proteção para policiais e militares após a violência registrada na quinta-feira (6) em Nueva Prosperin, onde deixaram 22 mortos e seis feridos

O presidente do Equador, Daniel Noboa, ofereceu nesta sexta-feira (7), um 'indulto' preventivo a policiais e militares mobilizados em uma região conturbada do porto de Guayaquil durante a guerra.
A guerra contra o crime organizado, mobilizando há um ano os militares nas ruas, foi questionada por organizações de direitos humanos por supostos abusos, assassinatos e desaparecimentos provocados.
'Todos os policiais e militares que atuaram e serão enviados a Nueva Prosperina [de Guayaquil] contam desde já com indulto presidencial', disse o governante no X.
No poder desde 2023 e buscando a reeleição, Noboa acrescentou que o governo precisa que as forças de segurança “atuem com determinação e sem temor a represálias”.
“Defendam o país, eu defendo vocês”, enfatizou o mandatário, que em fevereiro foi o mais votado no primeiro turno da eleição presidencial, e disputará o segundo com Luisa González (esquerda) em 13 de abril.
Os rivais também se enfrentaram em 2023, quando lutaram para ganhar a chance de terminar o mandato truncado do antecessor de Noboa.
Noboa anunciou a proteção para policiais e militares após a violência registrada na quinta-feira (6) em Nueva Prosperina, no noroeste de Guayaquil, onde vários choques armados entre facções deixaram 22 mortos e seis feridos.
Dezesseis militares foram detidos por esse crime.
*Com informações da AFP
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



