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Equador: Daniel Noboa envia 19 perguntas para referendo contra narcotráfico e Corte Constitucional aprova 6

Presidente chegou a incluir pergunta sobre volta de cassinos, mas recuou; país vive 'estado de exceção'

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Daniel Noboa, presidente do Equador • Reprodução/Redes Sociais

Apenas seis das dezenove perguntas formuladas pelo presidente do Equador, Daniel Noboa, para uma consulta popular sobre combate ao narcotráfico foram aprovadas, informou nesta sexta (26) a Corte Constitucional do país.

A consulta à população, que deve acontecer até abril deste ano, terá perguntas sobre a participação militar no controle de armas, o aumento das penas para crimes relacionados ao crime organizado e a possibilidade de as forças de segurança utilizarem armamentos apreendidos de criminosos.

V

Outras quatro propostas de Noboa precisarão passar por uma segunda análise, afirmou a Corte Constitucional em comunicado. Uma delas é a extradição de nacionais ligados ao crime organizado.

O órgão também revisará as perguntas sobre arbitragem internacional e reformas trabalhistas.

A Corte Constitucional deixou de fora temas como benefícios para membros fardados que enfrentam processos por suas ações durante operações e deportação de estrangeiros.

Recuo

O Executivo retirou, em semanas anteriores, uma pergunta que buscava permitir novamente o funcionamento de cassinos, que foram proibidos em 2011.

Estado de exceção

Com o referendo, Noboa busca fortalecer sua luta contra o narcotráfico, que transformou o país em um centro logístico para o envio de drogas para a Europa e os Estados Unidos.

A guerra pelo poder entre organizações do narcotráfico já deixou mais de 460 presos mortos em massacres entre os criminosos desde 2021. Os homicídios entre 2018 e 2023 aumentaram de 6 para 46 para cada 100 mil habitantes.

Noboa decretou quase três semanas atrás o Estado de exceção por 60 dias para mobilizar militares nas ruas e impor um toque de recolher noturno.

Ele também declarou a nação em "conflito armado interno" e concedeu status de beligerantes a 22 organizações "terroristas" diante de um forte avanço do narcotráfico, que já deixou cerca de duas dezenas de mortos.

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