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Em momento de aproximação, Rússia e Coreia do Norte inauguram ponte que liga países

Países só estavam conectados por vias aérea e ferroviária; obra atravessa o rio Tumen que delimita a fronteira entre a Coreia do Norte, a China e a Rússia no Extremo Oriente

Por e 
Ponte de estrada que liga a Rússia à Coreia do Norte
Ponte de estrada que liga a Rússia à Coreia do Norte • Foto por HANDOUT / RUSSIAN TRANSPORT MINISTRY / AFP

Foi celebrada nesta terça-feira (8) a inauguração de uma ponta que liga a Coreia do Norte à Rússia. É a primeira construção desse tipo entre os países aliados, construída para aprofundar a cooperação em meio à guerra na Ucrânia.

A obra atravessa o rio Tumen — também conhecido como rio Toumannaïa — que delimita a fronteira entre a Coreia do Norte, a China e a Rússia no Extremo Oriente.

A KCNA, canal de comunicação estatal oficial do governo norte-coreano, divulgou um comunicado indicando que a conclusão da ponta "é um acontecimento importanta que dá um novo impulso à cooperação bilateral", citando o funcionário de alto escalação Pak Thae-song.

Até agora, Rússia e Coreia do Norte só estavam conectadas por vias aérea e ferroviária.

Ponte e relação entre países

A ponte possui um quilômetro de extensão e foi construída em 16 meses — simbolizando "o desejo de fortalecer as relações de amizade e boa vizinhança" entre os países, segundo um comunicado do governo russo.

O posto fronteiriço de Khassan poderá atender 300 veículos e 2.325 pessoas por dia.

"As relações entre Rússia e Coreia do Norte estão hoje em um nível de parceria estratégica global sem precedentes", destacou o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, durante a inauguração da ponte por videoconferência.

Pyongyang e Moscou estreitaram laços a partir de 2022 e após o início da ofensiva russa em larga escala na Ucrânia. A Coreia do Norte enviou soldados para combetar o Exército ucraniano e forneceu equipamentos para apoiar o esforço de guerra russo.

Em troca, Pyongyang, que tem arma nuclear, recebe ajuda financeira, alimentos e energia, além de tecnologia militar de Moscou, segundo analistas.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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