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Reino Unido, França e outros 10 países anunciam sanções a assentamentos judaicos na Cisjordânia

Assentamentos judaicos são cerca de 150 conjuntos residenciais que Israel vem construindo há décadas no território palestino que é militarmente controlada por Israel

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Muro separa o assentamento judeu de Pisgat Zeev (primeiro plano) e área palestina de al-Ram (segundo plano) na Cisjordânia ocupada
Muro separa o assentamento judeu de Pisgat Zeev (primeiro plano) e área palestina de al-Ram (segundo plano) na Cisjordânia ocupada • AHMAD GHARABLI / AFP

O Reino Unido, a França e outros 10 países anunciaram, nesta terça-feira (8), um pacote conjunto de sações ao governo de Israel em retaliação aos assentamento judaicos na Cisjordânia. Londres acusou, ainda, Tel-Aviv de "promover limpeza étnica" com a expansão de construções no território palestino. Em retaliação, Israel anunciou o fechamento do Consulado do Reino Unido em Jerusalém.

As sanções serão adotadas pelos seguintes países: Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Islândia, Irlanda, Noruega, Polônia, Portugal, Espanha, Suécia e Reino Unido. Cada um deles adotará sanções próprias. Mas, todas serão voltadas à relações comerciais com os assentamentos que produzem insumos agrículas, como azeite de oliva, vinho, tâmaras e especiariais.

Os assentamentos judaícos são cerca de 150 conjuntos residenciais que Israel vem construindo há décadas na Cisjordânia — um dos dois territórios palestinos que constam no mapa raçado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como parte de um Estado Árabe. Atualmente, no entanto, a região é militarmente controlada por Israel.

Em comunicado conjunto, os 12 países acusam Israel de "minar as possibilidades da solução de dois Estados" e ao expandir aos assentamentos. A nota também indica uma escalada rápida na violência na região após Israel anunciar novas construções no território palestino.

"Hoje, o Canadá, a Dinamarca, a Finlândia, a França, a Islândia, a Irlanda, a Noruega, a Polônia, Portugal, a Espanha, a Suécia e o Reino Unido confirmam sua intenção de introduzir restrições nacionais e/ou apoiar restrições europeias ao comércio de mercadorias provenientes de assentamentos que são ilegais à luz do direito internacional (...)", diz o comunicado.

Os países também reiteraram a defesa à criação de um Estado Palestino. "Juntos, estamos determinados: a solução de dois Estados deve ser protegida, e agiremos em busca de uma paz justa e duradoura (...). Opomo-nos firmemente a ações que equivalem à anexação de terras palestinas e ao deslocamento forçado da população palestina".

"Reiteramos nossa condenação ao ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro, o pior massacre antissemita desde o Holocausto. Somos claros em nossa determinação de combater o antissemitismo onde quer que ele ocorra", diz a nota.

Como primeira medida, o chanceler britânico, Ed Miliband, anunciou a proibição de importação de produtos provenientes de assentamentos israelenses ilegais na Cisjordânia e "extremistas" defensores dos assentamentos.

Prédios são construídos em assentamento de Ramot, em Jerusalém Oriental • THOMAS COEX / AFP
Prédios são construídos em assentamento de Ramot, em Jerusalém Oriental • THOMAS COEX / AFP

Retaliação de Israel

O governo de Israel, como retaliação, anunciou que fechará o Consulado do Reino Unido em Jerusalém Oriental, responsável por atender questões da Faixa de Gaxa e da Cisjordânia.

A medida foi um pedido do ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir. Ele é o maior defensor, dentro do governo de Benjamin Netanyahu, dos assentamentos judaicos na Cisjordânia, uma bandeira comum entre parte dos judeus ortodoxos.

O presidente de Israel, Isaac Herzog, chamou o anúncio das sanções de "um erro de cálculo grave" e uma "interferência grosseira" em assuntos internos do país.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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