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Eleições no Peru: apuração chega a 100%, Fujimori tem maioria, mas falta oficialização

Jurado Eleitoral Especial, órgão máxmo das eleições no país, ainda precisa oficializar o resultado

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Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori tem vantagem que garante eleição
Keiko Fujimori é filha do ex-presidente Alberto Fujimori • CONNIE FRANCE / AFP

Keiko Fujimori, candidata de direita à Presidência do Peru, tem a maioria dos votos no segundo turno das eleições — que atinge o marco de 100% das urnas apuradas, nesta segunda-feira (29). Mesmo assim, o Jurado Eleitoral Especial, órgão máxmo das eleições no país, ainda precisa oficializar o resultado.

Fujimori aparece com 9.223.396 de votos, ou 50,135%, contra 9.137.755 de votos do concorrente, Roberto Sánchez, ou 49,865% dos votos. A votação aconteceu em 7 de junho e, desde então, a apuração mostrou um cenário de grande polarização no país. O Jurado Eleitoral Especial deve oficializar o resultado até a próxima sexta-feira (3).

Na última quarta-feira (24), Fujimori alcançou uma vantagem irreversível dos votos na apuração e, na ocasião, fez um discurso como vencedora de fato do pleito, mas sem reivindicar a vitória. Ela prometeu voltar a unir o país.

Por outro lado, Sánchez já afirmou, diversas vezes, que não reconhecerá o resultado das eleições. Mas, mesmo assim, a imprensa peruana afirma que Fujimori deve ser declarada a nova presidente do Peru.

Recontagem dos votos

Na última semana, Sánchez alegou fraude nas eleições e convocou novas marchas de protesto no sábado (27). O esquerdista disse ainda que pedirá recontagem. O candidato do partido Juntos por el Perú chegou a liderar apuração durante alguns dias, mas Fujimori voltou a passar à frente após o início da apuração dos votos de cidadãos peruanos no exterior.

Na segunda-feira (22), Roberto Sánchez apresentou um novo recurso para anluar os votos dos peruanos residentes fora do país. Ele alega irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior — o que representa cerca de 300 mil votos, que teriam favorecido Fujimori. Para Sánchez, se os votos do exterior forem excluídos, ele teria uma vantagem de aproximadamente 25 mil votos sobre a adversária.

O partido dele, Juntos por el Perú, havia entrado com uma ação judicial em 16 de junho, também exigindo a anulação de todos os votos no exterior. O processo indica que uma resolução de maio, que alterou a forma como as cédulas são processadas — deixando de ser digitalizadas nos consulados e passando a ser enviadas fisicamente a Lima em malas diplomáticas para serem contadas na capital — foi emitida em "flagrante violação do princípio da inviolabilidade eleitoral".

Na foto, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez durante votação • Reprodução/Redes Sociais
Na foto, Keiko Fujimori e Roberto Sánchez durante votação • Reprodução/Redes Sociais
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.