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Brasil envia mais de 130 em resgate após terremotos na Venezuela, diz embaixadora

Glivânia Maria de Oliveira detalhou os esforços em La Guaira

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Voluntários buscam sobreviventes em meio a escombros de prédios destruí
Voluntários também fazem buscas em meio a escombros de prédios destruídos • Miguel Medina/Pool/AFP

Mais de 130 brasileiros, incluindo bombeiros e militares, estão atuando na linha de frente das operações de busca e resgate após os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24). A informação foi confirmada pela embaixadora do Brasil no país, Glivânia Maria de Oliveira, em entrevista ao programa CNN 360°, da CNN Brasil.

Segundo a diplomata, quase 150 brasileiros já desembarcaram naquele país em quatro voos da Força Aérea Brasileira (FAB), entre bombeiros, militares, profissionais de saúde e equipes de apoio logístico. Eles estão mobilizados principalmente na região de La Guaira, uma das áreas mais devastadas pelos tremores.

"Já foram quase 150 brasileiros que chegaram. Conheci os comandantes das corporações do Paraná, Minas Gerais e também São Paulo. São pessoas que chegam e já começam a trabalhar", afirmou a embaixadora.

Glivânia destacou que mais de 70 bombeiros dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná já atuam diretamente nas buscas por sobreviventes, enquanto o Hospital de Campanha da Marinha do Brasil entrou em funcionamento e tem capacidade para realizar até 100 atendimentos por dia.

Segundo ela, a estrutura conta com centro cirúrgico, clínica geral, pediatria, ortopedia, medicina intensiva, leitos de internação e farmácia, ampliando o atendimento às vítimas da tragédia.

A embaixadora afirmou que o trabalho brasileiro vai além das equipes de resgate. O país também enviou purificadores de água, medicamentos, insumos médicos e equipamentos de emergência, enquanto autoridades brasileiras avaliam novas necessidades em conjunto com o governo venezuelano.

Glivânia destacou que a primeira equipe brasileira foi acionada logo após desembarcar no país.

Segundo ela, autoridades venezuelanas solicitaram apoio para resgatar uma jovem que permanecia presa entre o nono e o décimo andar de um edifício em La Guaira.

"Eles saíram naquela hora. Já saiu uma viatura e, naquela noite, foi resgatada essa jovem, que estava presa com um cachorrinho", contou.

A embaixadora do Brasil no país, Glivânia Maria de Oliveira • CNN Brasil / Reprodução
A embaixadora do Brasil no país, Glivânia Maria de Oliveira • CNN Brasil / Reprodução

A diplomata também elogiou a organização das equipes brasileiras, afirmando que os socorristas chegam ao país já preparados para iniciar imediatamente as operações, transportando seus próprios equipamentos, alimentos e materiais necessários para a missão.

De acordo com a embaixadora, o Brasil já enviou quatro aeronaves com ajuda humanitária à Venezuela e mantém duas bases instaladas em La Guaira para apoiar as operações de resgate.

Ela afirmou ainda que o diálogo entre Brasília e Caracas permanece constante para identificar novas demandas da emergência humanitária.

"O Brasil está atento a essas várias frentes. Estamos lidando com uma emergência, uma tragédia humanitária de proporções gigantescas", declarou.

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.719, informou Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional do país, nesta segunda-feira (29).

Outras 5.034 pessoas ficaram feridas. Há também 15.866 desabrigados.

Ele também disse que o governo avaliou 855 prédios danificados, incluindo 189 que desabaram completamente.

Rodríguez também pontuou que 90% do sistema elétrico foi restabelecido em La Guaira, o estado mais afetado pelos terremotos.

Um médico disse à CNN que os hospitais da capital da Venezuela, Caracas, estão sobrecarregados após os terremotos devastadores da semana passada. Ele também pontuou que há escassez de materiais básicos de limpeza.

Oito hospitais na capital e arredores foram obrigados a fechar devido a danos estruturais causados pelos terremotos sucessivos, e os pacientes foram transferidos para outras clínicas que permaneceram abertas, afirmou ele.

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