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Eleições em Israel: coalizão de Netanyahu não conquista maioria no Parlamento

Após as eleições gerais em Israel, a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu não conseguiu a maioria no Knesset. O bloco de direita e ultraortodoxos obteve 53 cadeiras, abaixo das 61 necessárias para formar um governo, apesar do Likud ser o partido mais votado.

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu • SEBASTIAN SCHEINER / AFP

A coalizão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não obteve a maioria necessária no Knesset, o Parlamento israelense, após as recentes eleições gerais do país. O bloco de partidos de direita e ultraortodoxos conquistou 53 cadeiras, número inferior às 61 necessárias para formar um governo.

Os resultados finais, divulgados pela Comissão Central de Eleições de Israel, confirmaram que o Likud, partido de Netanyahu, foi o mais votado, garantindo 27 das 120 cadeiras do Knesset.

Em segundo lugar, ficou o Yashar, do ex-chefe militar e principal rival de Netanyahu, Gadi Eisenkot, que obteve 21 assentos. O Juntos, do ex-premiê Naftali Bennett, conquistou doze cadeiras, enquanto a Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, ficou com onze.

Democratas e Ra’am elegeram oito representantes cada. Já o Yisrael Beytenu, o Otzma Yehudit e o Judaísmo Unido da Torá asseguraram sete cadeiras cada, e o Shas e o Sionismo Religioso conquistaram seis assentos cada.

No total, onze listas de candidatos superaram a cláusula de barreira, de 3,25% dos votos, e terão representação no Parlamento. As demais candidaturas não atingiram o percentual mínimo exigido para conquistar cadeiras.

A Comissão Central de Eleições informou que o comparecimento às urnas foi de 77,9%. Foram contabilizados 5.716.665 votos, dos quais 5.690.778 foram considerados válidos e 25.887, inválidos.

As autoridades israelenses têm até o dia 4 de novembro para certificar os resultados. Enquanto isso, o presidente de Israel, Isaac Herzog, iniciará uma rodada de consultas com os principais líderes partidários.

Em seguida, Herzog convidará os líderes que, em sua avaliação, possuam as maiores chances de formar um governo. Este processo pode levar semanas.

O primeiro líder designado terá 28 dias para formar um governo, com a possibilidade de uma prorrogação de 14 dias. Se não obtiver sucesso, o presidente poderá transferir a incumbência para um segundo candidato, que também terá 28 dias.

Caso a segunda tentativa falhe, a maioria dos membros do Knesset pode solicitar ao presidente que encarregue um terceiro candidato, que terá, então, 14 dias para montar uma coalizão.

Se todas as tentativas forem frustradas, novas eleições serão convocadas.

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