Conflitos entre países permanecem sem solução no início de 2026

Grandes potências econômicas e militares buscam ampliar sua influência por meio de confrontos

Israel sob ataque do Hamas

O ano de 2026 começa com crises internacionais não resolvidas e novas ameaças de conflito em várias regiões do mundo. Da América do Sul à Ásia, grandes potências econômicas e militares buscam ampliar sua influência por meio de confrontos e tensões estratégicas.

EUA x Venezuela

O venezuelano Nicolás Maduro encerrou 2025 sob ameaça de deposição pelos Estados Unidos. Durante o ano passado, Washington ampliou sua presença militar na região, atacou embarcações e território venezuelano e retomou sanções contra o petróleo do país.

A Casa Branca acusa Maduro de liderar uma organização criminosa. Em mensagem de Ano Novo, o presidente venezuelano afirmou que 2026 será dedicado a fortalecer o desenvolvimento técnico e militar, apontando esses fatores como essenciais para “a proteção da pátria e a independência irreversível frente às ameaças e doutrinas imperiais”.

Estados Unidos: diplomacia e mediação de conflitos

O ex-presidente Donald Trump, atualmente de volta à Casa Branca, busca se apresentar como pacificador em conflitos internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia e o conflito entre Israel e Hamas.

No caso da Ucrânia, Trump desenvolveu um plano com auxílio russo e buscou negociar com Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que o texto está 90% pronto, mas questões como a cessão de territórios e o futuro da usina nuclear de Zaporizhzhia ainda estão indefinidas. Moscou, por sua vez, mantém postura rígida e não demonstra disposição para ceder.

Em rede nacional, o presidente Vladimir Putin declarou estar pronto para “vencer a Ucrânia” e reforçou apoio às forças russas envolvidas na “operação militar especial”.

No Oriente Médio, Trump recebeu o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, no final de dezembro, para tentar avançar em um plano de três fases para encerrar o conflito entre Israel e Hamas. O acordo, assinado em outubro de 2025, permanece estagnado na primeira fase, que prevê a retirada de Israel do território palestino, o desarmamento do Hamas e a desmilitarização de Gaza. Netanyahu mantém bombardeios na região, sem perspectiva de avanço.

Tensões na Ásia: Taiwan e a China

Nos últimos dias de 2025, o governo dos EUA alertou para o risco de um ataque chinês a Taiwan até o fim de 2027. De acordo com documentos do Departamento de Defesa, Pequim já possui vantagem em terra, mar e ar.

O governo de Xi Jinping concluiu uma série de exercícios militares em torno de Taiwan, simulando um cerco à ilha com foguetes e tropas de marinha, aeronáutica e exército. Apesar disso, Trump afirmou não estar preocupado com os treinamentos, enquanto Xi destacou que a unificação da China é “imparável”.

* Informações com CNN

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