Bombeiros que atuam no combate a incêndios florestais na região de Angol, no Sul do Chile, disseram ter sido alvo de tiros e ameaças durante a operação na última segunda-feira (19). Em nota, a corporação relata “diversos disparos de armas de fogo bem como danos diretos a uma unidade pertencente à força-tarefa da Região de Los Ríos”.
“O dever fundamental do Corpo de Bombeiros é o atendimento de emergências com o objetivo de salvaguardar vidas e bens, mas que isso não pode nem deve ser realizado expondo nossos voluntários a riscos graves e inaceitáveis. Foi adotada a decisão de retirar a totalidade do pessoal e das unidades do local do sinistro”, completou o Corpo de Bombeiros, que encerrou as atividades no local momentaneamente.
O presidente chileno, Gabriel Boric, expressou grande descontentamento com os atentados contra os bombeiros em operação contra os incêndios florestais. Por meio de publicação no X, antigo Twitter, chamou de “delinquente” os autores dos ataques e afirmou que o “Chefe da Defesa Nacional tem plena autoridade para impor restrições à liberdade de movimento onde quer que julgue necessário”.
Sobe para 20 o número de mortos durante incêndios
Aproximadamente 1.500 pessoas foram afetadas; 325 casas foram destruídas e mais de 1.000 danificadas. "Às 2h30 o fogo estava descontrolado. Havia um redemoinho que devorou as casas da população abaixo”, disse Matias Cid, estudante residente em Penco, à Agência France-Presse
(Sob supervisão de Aline Campolina)