Pelo menos 19 pessoas morreram durante os
O presidente chileno, Gabriel Boric, anunciou um toque de recolher para a noite de domingo para a região de Biobío, a mais afetada pelas queimadas. Segundo o ministro da Segurança, Luis Cordeiro, 18 das mortes que ocorreram foram nesta região.
No entanto, apesar da ordem de Boric, diversos grupos de moradores continuaram trabalhando para remover escombros e apagar as chamas, iluminados apenas por lanternas, acompanhados por um jornalista da Agência France-Presse (AFP) no local.
Cerca de 3.700 pessoas estão diretamente envolvidas na operação de controle dos incêndios, entretanto, as condições climáticas dificultam a atividade. É esperado que os termômetros marquem acima de 30°C e que ventos fortes atinjam as regiões. Ñuble e Biobío estão em estado de “catástrofe” por ordem de Boric. A medida significa que as Forças Armadas assumiram o controle de ambas as áreas.
Avanço dos incêndios deixa milhares desalojados
O último relatório oficial indica que 1.500 pessoas foram afetadas; 325 casas foram destruídas e mais de 1.000 danificadas. Até o momento, mais de 25.000 hectares foram devastados e quase 50.000 pessoas foram evacuadas.
"Às duas e meia da madrugada, o fogo estava descontrolado. Havia um redemoinho que devorou as casas da população abaixo”, disse Matias Cid, estudante residente em Penco, à AFP. A velocidade das chamas foi tamanha que “tivemos de sair apenas com a roupa do corpo. Acho que se ficássemos mais 20 minutos, morreríamos carbonizados”, acrescentou.
(Sob supervisão de Talyssa Lima)