Autoridades de saúde dos EUA cobram providências para combater surto de ebola
A avaliação é que, se não for contido, o surto poderá se equiparar ou até superar a epidemia de ebola que atingiu a África Ocidental até 2016, deixando mais de 11 mil mortos

O surto de ebola que atinge a região central do continente africano, se não for contido rapidamente, pode alcançar uma magnitude comparável à do episódio que devastou a África Ocidental em 2014 — é o que alertam autoridades de saúde dos Estados Unidos.
Na época, o vírus provocou cerca de 28 mil casos e deixou mais de 11 mil mortos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Nesta sexta-feira (5), durante uma coletiva de imprensa, representantes de órgãos de saúde dos EUA pediram medidas contundentes para solucionar o problema. Na avaliação de Jason Asher, diretor do Departamento de Previsão e Análise de Epidemias dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), caso não sejam adotadas providências, é possível que o atual surto atinja uma magnitude até mesmo superior à do episódio registrado há 12 anos.
Declarado em 15 de maio, no nordeste da República Democrática do Congo, o atual surto de ebola envolve a variante Bundibugyo do vírus, uma cepa considerada rara.
Anteriormente, o surto mais violento da história do ebola atingiu a África Ocidental e se estendeu até 2016, com origem na Guiné.
O último balanço da OMS estima que foram confirmados 381 casos, dos quais 64 evoluíram para óbito.
Já em Uganda, país que faz fronteira com a região afetada, foram confirmados 16 casos, com um óbito registrado.
A doença causada pelo vírus ebola é transmitida por contato próximo e por fluidos corporais. Nos últimos 50 anos, estima-se que a enfermidade tenha provocado cerca de 15 mil mortes apenas no continente africano.
Até o momento, não existe vacina nem tratamento aprovado contra a cepa Bundibugyo.
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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.



