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Agentes do ICE vão passar a utilizar câmeras corporais após registro de mortes nos EUA

Todos os integrantes da agência estarão equipados com os dispositivos até o fim de agosto; medida foi divulgada pelo diretor interino da agência, David Venturella

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Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês)
Agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) • Divulgação / Web ICE

O Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) deve concluir até o fim do mês de agosto a instalação de câmeras corporais nos agentes da corporação. A medida foi divulgada pelo diretor interino da agência, David Venturella, nesse sábado (8).

As regras do ICE permitem que imagens registradas pelas câmeras sejam divulgadas de forma mais rápida, quando considerado apropriado, em casos que envolvam ferimentos graves ou mortes de pessoas sob custódia.

Entretanto, o material poderá ser mantido em sigilo, em um cenário que a divulgação das imagens possa prejudicar investigações ou comprometer a privacidade dos envolvidos.

O aumento do número de agentes que vão passar a usar câmeras corporais acontece depois de dois cidadãos norte-americanos serem mortos durante uma operação de repressão à imigrassão em Minessota.

Na época, a então chefe do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Kristi Noem, afirmou que o programa de câmeras corporais do ICE seria ampliado para todo o país "conforme o financiamento estivesse disponível".

Meses depois, tiroteios fatais registrados durante abordagens de trânsito no Maine e no Texas aumentaram o questionamento sobre falta de câmeras corporais entre os agentes do ICE.

O responsável pela política de fronteiras do governo dos EUA, Tom Homan, afirmou que os agentes do ICE serão obrigados a registrar abordagens de veículos com pelo menos uma câmera corporal.

Multidão se reuniu Minesotta para protestar contra atuação do ICE no estado • Kerem Yucel / AFP
Multidão se reuniu Minesotta para protestar contra atuação do ICE no estado • Kerem Yucel / AFP

Mortes por agentes do ICE em 2026

  • Renee Nicole Good, de 37 anos, foi alvejada por um agente quando passou de carro por uma área residencial onde ocorria uma operação do ICE, em Minneapolis, capital do Minnesota.
  • Alex Pretti, também de 37 anos, morreu após ser baleado por um agente do Departamento de Segurança Interna dos EUA durante uma patrulha em um protesto contra a política migratória do governo de Donald Trump.
  • Joan Sebastian Guerrero, um colombiano de 26 anos, morreu após levar tiros de um agente do ICE no Maine. Ele havia autorização para trabalhar nos EUA.
  • Lorenzo Salgado Araújo, um mexicano de 52 anos, que vivia há anos em Houston, no Texas, também morreu durante uma abordagem pelo Serviço de Imigração e Alfândega do país.

Além disso, um levantamento da agência Reuters apontou que 50 pessoas morreram em instalações do ICE desde o início do segundo mandato de Donald Trump.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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