O sudeste da Austrália enfrenta
O Conselho do Clima, organização independente e sem fins lucrativos da Austrália, explica que o país enfrenta temporadas de incêndios “mais longas, mais voláteis e cada vez mais sobrepostas”. Esse quadro é causado por fatores como calor ainda mais intenso, baixa precipitação e ventos fortes.
O principal motivo para o aumento da intensidade das queimadas é o calor. Na Austrália, o número anual de dias quentes (acima de 35°C) e muito quentes (acima de 40°C) são cada vez mais frequentes. As altas temperaturas causam ressecamento da vegetação inflamável e criam condições ideais para incêndios catastróficos.
O baixo índice de precipitação tem impacto semelhante. Para efeito de comparação, o Conselho do Clima lembra que “de 2017 a 2019, o sudeste da Austrália vivenciou o período de três anos mais secos já registrados. As condições de extrema seca contribuíram para os incêndios florestais do ‘Verão Negro’ de 2019/2020, que queimaram mais de 24 milhões de hectares de terra e causaram a morte de 33 pessoas, além de quase 450 por inalação de fumaça”.
O prolongamento das temporadas de incêndios na Austrália também contribui para agravar os
Além disso, o fogo é propagado pelos ventos fortes. As rajadas ainda podem limitar a eficácia do combate aéreo às chamas, levando a água ou o retardante de fogo lançados de aeronaves para longe do foco do incêndio.
Todos esses fatores combinados podem gerar incêndios florestais tão intensos “que criam suas próprias tempestades violentas, com ventos de força de furacão e raios”, detalha o Conselho do Clima. “Os eventos pirocumulonimbus (piroCb) ocorrem quando os incêndios florestais se combinam com a alta atmosfera, gerando tempestades explosivas que podem incluir fortes correntes descendentes, raios e até granizo preto”.