Ano de 2025 foi o terceiro mais quente da história, aponta relatório do Copernicus

Planeta ficou a apenas 0,13 °C do recorde global, registrado em 2024

Últimos 11 anos foram os mais quentes da história

O ano de 2025 foi o terceiro mais quente da história, de acordo com dados do Copernicus Climate Change Service divulgados nesta quarta-feira (14). O observatório climático da União Europeia revelou que a temperatura média global chegou a 14,97 °C.

O marco atingido superou em 1,47°C o nível pré-industrial (1850-1900). A temperatura registrada em 2025 é apenas 0,01 °C abaixo de 2023 e 0,13 °C inferior a 2024, que permanece como o ano mais quente já registrado.

Pela primeira vez, desde o início das medições modernas, a média de temperatura dos últimos três anos (2023, 2024 e 2025) ultrapassou 1,5 °C acima do nível pré-industrial. Além disso, os últimos 11 anos foram os mais quentes da história.

Leia também

O mês de janeiro de 2025 foi o mais quente já registrado nessa época do ano. Quase todos os meses ficaram acima das médias registradas antes de 2023, com exceção de fevereiro e dezembro.

Nos trópicos, as temperaturas do ar e da superfície do mar caíram em relação a 2023 e 2024. Porém, esses valores ainda superaram a média histórica em diversas regiões.

Já nos polos, a situação observada foi mais grave. A Antártida teve seu ano mais quente da história em 2025 e o Ártico o segundo mais quente, com grandes perdas de gelo marinho. Em fevereiro, a extensão a extensão do gelo nos polos atingiu seu menor nível desde o início das observações por satélite, no fim da década de 1970.

Esse cenário é causado principalmente pelo aumento concentrações de gases de efeito estufa, ligadas à ação humana. A escalada das temperaturas dos oceanos, causada por eventos como o El Niño, também contribuem para o calor extremo.

Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.

Ouvindo...