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UFJF realiza exames laboratoriais para detecção de hepatite A

Parceria fortalece a resposta da rede pública de saúde e reduzir o tempo de espera pelos resultados, etapa essencial para o controle da doença, que registra mais de 800 casos neste ano em Juiz de Fora,

Por, Juiz de Fora
Vírus da Hepatite A
Doença é causada pelo vírus da hepatite A (HAV) • Divulgação

A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) está realizando, de forma inédita, exames laboratoriais para detecção do vírus causador da hepatite A devido ao aumento dos casos da doença em Juiz de Fora. A atualização desta semana indicou 816 casos em 2026, conforme a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

A medida visa, de acordo com a Universidade, fortalecer a resposta da rede pública de saúde e reduzir o tempo de espera pelos resultados, etapa essencial para o controle da doença.

A iniciativa é conduzida pelo Centro Colaborador da Faculdade de Farmácia, que já integra a rede estadual de laboratórios de saúde pública em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Até então, as amostras coletadas em Juiz de Fora pela rede pública de saúde eram encaminhadas para análise na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte.

Conforme a Universidade, o aumento da demanda de exames em todo o estado, levou ao tempo de liberação dos resultados a comprometer a resposta rápida necessária para o manejo da doença.

Diante desse cenário, a Prefeitura de Juiz de Fora acionou a Universidade, que, em articulação com a Secretaria Estadual de Saúde, também passa a receber e analisar as amostras coletadas. A UFJF já atua na realização de exames para doenças como tuberculose, HIV, hepatites B e C, vírus respiratórios e arboviroses como dengue, zika e chikungunya. No entanto, a hepatite A ainda não fazia parte desse escopo.

Cuidados com a doença

A hepatite A é uma infecção viral que afeta o fígado e tem transmissão principalmente por via fecal-oral, associada ao consumo de água ou alimentos contaminados e a condições inadequadas de higiene.

A principal forma de prevenção é a vacinação, disponível no calendário nacional desde 2014. Além da vacinação, a higienização adequada das mãos e dos alimentos auxiliam na contenção da transmissão

*Escrita por Michel Santos sob supervisão de Roberta Oliveira

 

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Graduando em jornalismo pela UFJF, Michel Santos é estagiário da Itatiaia em Juiz de Fora. Apaixonado por esportes, videogames e fã aficcionado de automobilismo.