Hepatite A: Juiz de Fora confirma óbito e concentra maioria dos casos de MG
Minas Gerais registrou 994 casos de hepatite A em 2026, sendo 723 deles em Juiz de Fora

A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, registrou um óbito por hepatite A em abril deste ano, segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Em 2026, o município registrou 723 casos da doença até agora.
Em Minas Gerais, foram 994 casos de hepatite A neste ano. Desse número, 246 foram registrados em abril, sendo 215 em Juiz de Fora.
Já Belo Horizonte registrou 186 casos da doença em 2026. Em abril, foram 12 ocorrências.
"Entre as ações de enfrentamento relacionadas aos casos de hepatite A em Juiz de Fora e Belo Horizonte, foram realizadas reuniões entre equipes da vigilância em saúde dos municípios, do estado e do Ministério da Saúde. A SES-MG acompanha a investigação epidemiológica conduzida pela equipe do EpiSUS e realiza o monitoramento semanal dos casos para subsidiar ações de prevenção e controle da doença", diz a SES-MG em nota.
A Itatiaia entrou em contato com a prefeitura de Juiz de Fora e aguarda retorno.
Hepatite A
A hepatite A é uma infecção causada por vírus, também conhecida como hepatite infecciosa. Os sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde, são inespecíficos. Inicialmente, os sinais são fadiga, mal-estar, febre, dores musculares, enjoo, vômitos, dor abdominal, constipação ou diarreia.
A doença é conhecida por deixar a pele e os olhos amarelados, quadro chamado de icterícia. Antes desse sintoma, os pacientes apresentam urina escura. Os sintomas costumam aparecer de 15 a 50 dias após a infecção e duram menos de dois meses. Em casos graves, a doença pode causar morte ou desencadear doença autoimune grave.
A transmissão ocorre por contato oral-fecal e está ligada a condições inadequadas de saneamento básico, higiene pessoal e pelo consumo de água e alimentos contaminados. O contágio também pode ocorrer por meio de práticas sexuais anal e oroanal.
O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue. Não há tratamento específico para hepatite A. Geralmente, os médicos prescrevem medicamentos para garantir o balanço nutricional adequado, incluindo a reposição de fluidos perdidos com vômitos e diarreia. A hospitalização é indicada apenas nos casos de insuficiência hepática aguda.
A vacinação é a principal medida de prevenção contra a infecção. A vacina contra hepatite A faz parte do calendário infantil, no esquema de uma dose aos 15 meses de idade (podendo ser utilizada a partir dos 12 meses até cinco anos incompletos – quatro anos, 11 meses e 29 dias). Não há contraindicações para gestantes e lactantes.
Além do imunizante, para prevenir a hepatite A, o Ministério da Saúde recomenda:
- Lavar bem as mãos após usar o sanitário, trocar fraldas e antes de preparar alimentos;
- Lavar frutas, verduras e legumes em água corrente. Os alimentos que serão consumidos crus devem ser colocados em uma solução clorada com 1 litro de água, adicionando 10 ml (1 colher de sopa rasa) de água sanitária a 2,5%, por 15 minutos. A água sanitária não deve ter perfume e deve conter recomendações para uso em alimentos;
- Não tomar banho nem brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo a locais onde haja esgoto;
- Evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
- Cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar, peixes e carne suína;
- Lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
- No caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária.
- Usar as instalações sanitárias;
- Usar preservativos internos ou externos;
- Realizar a higienização das mãos, genitália, períneo e região anal antes e após as relações sexuais.
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



