O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de Minas Gerais, deflagrou a segunda fase da operação “Prenda-me se for Capaz”, em municípios da Zona da Mata.
Na ação, realizada nesta semana e que contou com apoio da Polícia Militar, foram cumpridos três mandados de prisão contra um advogado, um policial militar e uma outra pessoa. Todos são acusados de integrar um grupo criminoso acusado de impedir e obstruir investigações contra organizações criminosas.
A 2ª Vara Criminal de Juiz de Fora também expediu mandado de prisão contra um ex-prefeito de Chácara, que, até o momento, encontra-se foragido. O nome do político não foi divulgado pelo MPMG.
Também foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, em Juiz de Fora e Chácara, contra as cinco pessoas denunciadas pelo MPMG por envolvimento no esquema.
Investigação sobre associação criminosa
Depois da primeira fase da operação, ocorrida em fevereiro de 2025, foi oferecida denúncia contra estas cinco pessoas acusadas de integrarem uma associação criminosa que pratica, de forma profissional e reiterada, atividades para obstruir e impedir investigações contra organização criminosa da qual pertencem.
De acordo com o Ministério Público, ficou comprovado que os denunciados monitoram as atividades policiais por meio de vazamento de informações sigilosas e, para impedir qualquer prejuízo aos negócios ilícitos, buscam desestimular as atividades por meio de imputações sabidamente falsas quanto à conduta e o comportamento de policiais honestos.