Para Toni Nadal, tio e mentor de Rafael Nadal,
Responsável por lapidar Rafael Nadal e administrar a carreira do espanhol, dono de 22 títulos de Grand Slam, Toni explicou que os integrantes do chamado Big Three (Federer, Nadal e Djokovic) sempre foram impulsionados pela chegada de jovens talentos com potencial avassalador. Segundo ele, esse fator ainda não está presente na nova geração.
“Hoje em dia, eu não vejo ninguém, nem um (João) Fonseca ou um (Jakub) Mensik, que possa lutar com Carlos em um ou dois anos. Não sei se vai aparecer alguém em breve, mas, no momento, não conheço nenhum jovem de 18 ou 19 anos que esteja dando sinais claros de que pode se tornar número 1”, afirmou Toni Nadal.
O espanhol relembrou o impacto imediato que Rafael Nadal causou em Roger Federer ainda muito jovem.
“Veja o Federer: ele estava tranquilo como número 1 do mundo, ganhando de todo mundo, e de repente chega um moleque, o Rafael, com 17 anos, ganha dele, e ele percebe que tem um problema”, disse.
Toni também destacou como a ascensão de Novak Djokovic mudou a preparação e a mentalidade de Rafa ao longo da carreira.
“No caso do Rafael, eu me lembro que, quando vi o Djokovic, disse a ele: ‘Rafael, temos um problema. Esse cara é muito bom’. E nós nem sabíamos direito quem ele era. Depois vêm Del Potro, Murray e outros, e isso vai te impulsionando”, completou.
Alcaraz e Sinner em outro patamar
Ao falar especificamente sobre Carlos Alcaraz, Toni Nadal ressaltou que o espanhol e Jannik Sinner estão hoje em um nível técnico e físico acima do restante do circuito.
“Sua capacidade física é extraordinária, os golpes são excelentes — todos eles. Para mim, a grande vantagem é que quase não vejo rivais capazes de incomodá-lo de verdade, com exceção, evidentemente, do Sinner”, concluiu.