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Qualidade de vida na terceira idade? Confira a importância da musculação para longevidade

O crescimento da população brasileira de terceira idade amplia debates sobre necessidade de atividades físicas

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Casal de idosos sorridentes ao ar livre enquanto usam o smartphone
Casal de idosos sorridente • Freepik

A expectativa de vida do brasileiro médio chegou a 76,4 anos, de acordo com o IBGE, enquanto a população acima de 60 anos cresce de maneira acelerada. O instituto projeta que, nas próximas décadas, os idosos devem representar uma parcela cada vez maior da população brasileira, o que amplia os debates sobre a importância de atividades físicas para longevidade, autonomia e qualidade de vida.

A mudança brusca de rotina na vida dos aposentados faz com que a movimentação diminua de maneira imperceptível. A redução de deslocamentos diários, atividades ocupacionais e frequência de movimentos cotidianos simples são pontos de atenção que ligam o sinal de alerta para especialistas.

A perda de massa muscular, também conhecida como sarcopenia, pode ser acelerada com o ato de passar muitas horas sentado e reduzir caminhadas e estímulos físicos. O perigo reside na perda de força, equilíbrio e independência emocional.

Além de força, a musculatura desempenha também papel essencial na estabilidade corporal, proteção das articulações, metabolismo e capacidade funcional do corpo. A perda muscular tende a acontecer naturalmente com o envelhecimento, mas o sedentarismo acelera o processo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que pessoas acima de 65 anos devem realizar atividades de fortalecimento muscular pelo menos duas vezes por semana. A intenção é preservar mobilidade, equilíbrio e autonomia.

Leandro Twin, da BlueFit, reforça que a recomendação é válida para todos os adultos, já que o treinamento de força contribui para a manutenção da massa muscular, da saúde óssea e da capacidade funcional em todas as fases da vida.

“Muita gente associa musculação apenas ao ganho de força ou condicionamento, mas, para o público mais idoso, ela está diretamente ligada à manutenção da autonomia e da funcionalidade do corpo. Estamos falando da capacidade de subir escadas, levantar da cama sozinho, carregar compras, manter equilíbrio e continuar independente ao longo dos anos”, afirma o especialista.

O problema, de acordo com Twin, é que a perda muscular costuma acontecer de modo silencioso e progressivo, especialmente após a aposentadoria, quando a rotina se torna menos ativa naturalmente.

“O corpo entende ausência de movimento como ausência de necessidade. Quando a pessoa passa muito tempo sedentária, perde massa muscular, mobilidade e estabilidade aos poucos. O treino de força ajuda justamente a preservar essas funções e melhorar a qualidade de vida durante o envelhecimento”, completa Leandro.

Além de desempenho físico, especialistas reforçam que a manutenção do corpo ativo ao longo dos anos tem relação com saúde, independência e longevidade. Em cenário de envelhecimento acelerado da população brasileira, a preservação de massa muscular deixou de ser questão estética e se tornou uma estratégia de garantia de autonomia e qualidade de vida na terceira idade.

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Jornalista em formação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada por esportes (principalmente futebol e vôlei) e cultura. Passagem pela equipe de comunicação da UFMG.

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