O técnico Luis Zubeldía trata como “anormal” o fato de precisar utilizar diversos garotos da base como opções de substituição imediata para os jogadores titulares do
A escolha por encurtar o elenco e, consequentemente, incentivar a maior inclusão de jovens nas partidas do time profissional foi da diretoria tricolor.
A aposta para a temporada foi em investir menos verba em reforços e abrir espaço na folha salarial, a fim de concretizar chegadas pontuais para o time titular. Dessa forma, quatro reforços foram contratados, e 13 jogadores que estavam no elenco em 2024 deixaram o clube.
De acordo com Zubeldía, além de não ser “normal”, é preciso ter paciência com os garotos da base que compõem o elenco. No empate com o Sport, na estreia do São Paulo no Campeonato Brasileiro, o meia Matheus Alves e os atacantes Ryan Francisco e Lucas Ferreira entraram no segundo tempo. Além deles, o volante Felipe Negrucci, também da base, estava como opção no banco de reservas.
“O elenco é curto, vamos dar chance aos jovens de Cotia. Entraram dois para resolver um resultado, colocamos para tentar ganhar um jogo. É trabalho, é tempo e não é fácil. Fizeram bem, mas não é normal, é preciso ter paciência e reconhecer essas situações”, disse Zubeldía, após o confronto realizado no Morumbis.
Ao responder sobre Ryan Francisco, Zubeldía citou o rival Palmeiras como único clube que consegue dar espaço para a base sem que exista pressão.
“Jogaram dois meninos da base, jogaram 25 minutos num momento de primeira divisão em que tínhamos de ganhar, isso não é normal. Só o Palmeiras faz isso com um treinador de quatro anos e títulos. Eu, num primeiro jogo usar garotos, não é normal. Mas André está bem, Calleri estando bem, Ryan é opção para eles.
Próximo jogo do São Paulo
O São Paulo estreia na Copa Libertadores nesta quarta-feira (2), contra o Talleres-ARG. A partida acontecerá a partir das 21h30 (de Brasília), no Estadio Mario Alberto Kempes, na Argentina.