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São Paulo fala em ‘crise gravíssima da arbitragem’ após decisão do STJD

Tribunal não aceitou pedido do clube pela anulação do jogo contra o Fluminense; Tricolor Paulista acatou decisão

Presidente do São Paulo, Julio Casares

O São Paulo se manifestou publicamente após a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), desta sexta-feira (11), em não anular o jogo contra o Fluminense. O Tricolor apontou uma “crise gravíssima na arbitragem brasileira”.

+ Clique aqui para saber como foi o julgamento

O clube informou que acata a decisão e que a Justiça é soberana nos julgamentos. Contudo, discordou da posição final e avaliou que “a anulação da partida era inevitável”.

Segundo análise do São Paulo, como houve reconhecidamente um erro de direito por parte da arbitragem no jogo diante do Fluminense, a partida deveria ser anulada. Durante o julgamento, houve consenso sobre o erro de direito, mas que não seria suficiente para anular o duelo.

+ Presidente do Fluminense comenta decisão do STJD do jogo contra o São Paulo

Por fim, o Tricolor alegou que a motivação para ingressar com a ação foi alertar sobre a atual situação ruim da arbitragem nacional, que prejudicaria a imagem do futebol brasileiro.

Confira a nota completa do São Paulo

O São Paulo Futebol Clube vem a público manifestar-se sobre o julgamento ocorrido hoje no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do Futebol, a respeito da arbitragem na partida disputada contra o Fluminense, pelo segundo turno do Campeonato Brasileiro de 2024.

Havia quatro questões jurídicas a serem analisadas: primeiro, se a medida era cabível; segundo, se estava dentro do prazo; terceiro, se ocorreu erro de direito; e quarto, uma vez ocorrido o erro de direito, se este ensejaria ou não a anulação da partida.

Pois bem, por maioria de votos, o tribunal reconheceu o direito do SPFC em três das quatro questões analisadas, ou seja, a Medida Inominada era, sim, cabível, foi apresentada dentro do prazo e, de fato, ocorreu erro de direito. Todavia, ao contrário do que seria uma consequência natural após o reconhecimento do erro de direito, o tribunal, por unanimidade, não decretou a anulação da partida.

Nesse ponto, o SPFC recebe e acata a decisão. A justiça desportiva é soberana por força do artigo 217 da Constituição Federal. No entanto, o Clube entende que, se houve o reconhecimento do erro de direito, por consequência, a anulação da partida era inevitável, pois é assim que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) define.

Na sua fundamentação, o tribunal subdividiu o erro de direito em dois tipos: aqueles que seriam “mais graves” e aqueles que seriam “menos graves”, sendo que só o primeiro tipo seria capaz de dar ensejo à anulação da partida. Erro de direito, de toda sorte, é descumprimento da regra do jogo, e foi isso que ocorreu na partida, tanto que foi reconhecido pelo tribunal.

O que o SPFC espera após esse julgamento é que realmente se olhe para aquilo que o clube sempre tentou apontar desde o início. Aliás, o que motivou a sua reação e a provocação do STJD: a crise gravíssima que atinge a arbitragem nacional e compromete a imagem do futebol brasileiro.

O reconhecimento do erro de direito neste caso pelo STJD é contribuição muito significativa e um bom ponto de partida para repensarmos os desígnios da maior competição do país.

Após este episódio, está na hora de fazer uma revisão do CBJD, atualizar seus dispositivos a tecnologia da arbitragem de vídeo (VAR), bem como rever os artigos de anulação de partida e erro de direito”.

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Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.