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Contrapartidas x doações: prefeituras de BH e Rio têm relações distintas com clubes

Atlético criticou PBH por ‘abuso nas contrapartidas’ da construção da Arena MRV; no Rio, prefeitura doou terrenos

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Atlético teve atritos com PBH pelo excesso de contrapartidas na construção da Arena MRV
Atlético teve atritos com PBH pelo excesso de contrapartidas na construção da Arena MRV • Danilo Almeida/Agência Espacial Comunicação

Prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD-RJ) informou nesta quarta-feira (14) qual será o terreno doado ao Botafogo para a construção de seu novo centro de treinamentos. 

Assim como Vasco e Fluminense, o Botafogo terá seu novo CT construído em local doado pela prefeitura do Rio de Janeiro. Já em relação ao Flamengo, a promessa da prefeitura foi de liberação da construção do novo estádio assim que o clube rubro-negro tiver o terreno à disposição.

Se no Rio de Janeiro a prefeitura foi solidária com os clubes, em Belo Horizonte ocorreu o contrário durante a gestão de Alexandre Kalil (PSD), entre 2017 e março de 2022. O Atlético alegou diversas vezes que houve cobranças excessivas por contrapartidas para liberação das obras da Arena MRV, nova casa do clube - o valor estipulado é de R$ 250 milhões.

No ano passado, o clube se manifestou criticando as exigências feitas pela PBH e citou 'valores exorbitantes' e 'desproporcionais' em comparação com outras arenas esportivas construídas no país.

“As mais de 100 contrapartidas exigidas pela PBH para a construção da Arena MRV têm valores exorbitantes e completamente desproporcionais em relação a qualquer outra arena erguida no Brasil. Via de regra, projetos dessa envergadura, geradores de emprego e renda (notadamente no período de pandemia), recebem apoio e até incentivos do poder público. Não foi isso o que aconteceu aqui. Pelo contrário. Usou-se o empreendimento e seus apoiadores financeiros para que se resolvesse problemas históricos da região, como o de obras estruturantes viárias, que deveriam ter sido realizadas pelo poder executivo municipal”, disse o Atlético.

No fim de maio, os vereadores da CPI do Abuso de Poder começaram a investigar denúncia sobre excessos nas exigências de contrapartidas para a construção da Arena MRV feitas pela Prefeitura de BH, durante a gestão do ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD).

Cruzeiro

Em junho do ano passado, a Prefeitura de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chegou a propor ao Cruzeiro uma parceria para a construção de uma arena multiuso no município.

A oferta se deveu a um atrito que existia à época entre a direção do Cruzeiro SAF, comandado por Ronaldo, e a Minas Arena, concessionária do Mineirão.

A gestão municipal se comprometeu a viabilizar a construção de empreendimento de 50 mil metros quadrados, em área de 97.261 mil metros quadrados.

A Prefeitura de Betim ainda assumiria todas as etapas de licenciamento do terreno e da obra, além da execução das intervenções viárias no entorno do estádio que forem necessárias.

Porém, a gestão do Cruzeiro não considerou a proposta. Este ano, o clube entrou em acordo com a Minas Arena para voltar a mandar os seus jogos no Mineirão. O acordo vai até 2025.

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