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Fortaleza terá delegação menor para saga na Bolívia em jogo da Sul-Americana

Equipe brasileira vai jogar na semana que vem em Potosí, pela Copa Sul-Americana, cidade de difícil acesso e a 4 mil metros de altitude

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Embarque do Boca Juniors para Potosi, em jogo contra o Nacional • Divulgação/Boca Juniors

A delegação do Fortaleza será um pouco menor do que a habitual em viagens para a saga que enfrentará na semana que vem até Potosí, na Bolívia, cidade a 4 mil metros de altitude.

O confronto contra o Nacional Potosí pela quarta rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana será na quarta-feira (8), às 21h (de Brasília). Será a primeira partida na história do Tricolor do Pici na Bolívia.

"Dentre os cuidados para essa viagem é de levar uma delegação mais curta do que o normal, para dar mais atenção aos atletas. Numa delegação maior, para além dos atletas, são mais pessoas que pode acontecer algo, que precisamos dar suporte médico, claro, caso ocorresse algo. Por exemplo, sempre vão dois roupeiros, nesse só vai um. Eram dois fisioterapeutas, só vai um, para dar vez a um segundo médico. Ou seja, vamos aumentar as pessoas em funções prioritárias, como dois nutricionistas, ao invés de um, que vai normalmente", disse o supervisor do Fortaleza, Julio Manso.

Como a Itatiaia mostrou, no trajeto entre Sucre, já na Bolívia, e Potosí serão usados cerca de 30 carros 4x4 para enfrentar o caminho irregular entre as cidades, onde irão os jogadores, membros da comissão técnica e estafe. Duas vans vão levar o material, como uniformes e bolas.

"Planejamos essa viagem com muita antecedência, e exatamente por isso tivemos o tempo necessário para nos preocuparmos com alguns pontos. E a primeira coisa que fizemos foi de ter a humildade de contatar outras equipes que fizeram o mesmo trajeto, que jogaram lá para saber das informações, como o próprio Boca Juniors, que integra nosso grupo. Além de outros clubes que jogaram em La Paz ou em outras cidades na América do Sul com altitude. Nosso preparador físico é o professor Luis Azpiazu, um argentino que trabalhou em dois clubes da Bolívia", afirmou Manso.

"Recebemos toda a programação que o Boca viveu em Potosí há duas rodadas, com todos os detalhes. Recebemos até os vídeos dos hotéis, da viagem, da estrada. Sentamos com a comissão técnica, preparação física, daí fechamos horário de voo, horário de chegada, de treinamento, tudo de acordo com a fisiologia, fisioterapia, nutrição, preparação psicológica", continuou Manso.

A viagem

A saga do Fortaleza começa nesta sexta-feira (3), quando às 13h (de Brasília) embarca no Aeroporto Internacional Pinto Martins, na capital cearense, rumo a São Paulo. No sábado (4), o time enfrenta pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro da Série A o Corinthians, na Neo Química Arena, a partir das 21h (de Brasília).

A delegação ficará hospedada até terça-feira (7) em um hotel na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo, próximo ao Aeroporto de Cumbica. De lá o grupo embarca em voo fretado a Sucre, onde dorme de terça (7) para quarta (8).

No dia da partida, um pequeno grupo de oito pessoas precisa estar pela manhã em Potosí, para reunião de organização do jogo com membros da Conmebol, para tratar de temas como segurança e comunicação. O elenco, comissão técnica e restante da delegação embarcam nos 30 carros 4x4 no início da tarde. O jogo terá início às 20h local, às 21h (de Brasília).

No percurso final, de Sucre, já na Bolívia, até Potosí, o clube alugou cerca de 30 carros 4x4 para levar todo o grupo e fazer um trajeto de 150 km que demora, em média, três horas por causa da estrada de terra em boa parte do caminho. O Boca Juniors-ARG, que jogou por lá em abril, e empatou 0 a 0, teve a mesma programação.

"Nessa experiência que o Fortaleza vem adquirindo com jogos na América do Sul, estava faltando jogar na altitude, e chega logo em altíssimo nível, pois nosso jogo no estádio que está localizado em uma das maiores altitudes da América do Sul. É uma logística complexa, que envolve deslocamento de avião, de carro, e chegada ao local do dia da partida, sem tempo de aclimatação”, disse o CEO da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), Marcelo Paz.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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