Após caso Barletta, novas dívidas do Ceará aparecem e clube vive crise
Atacante Zé Roberto e o Floresta, da elite cearense, cobram o Vozão na Justiça

No fim de semana passado estourou que o atacante Chrystian Barletta acionou na Justiça o Ceará pedindo rescisão indireta de contrato por cobrar verbas trabalhistas atrasadas. Ele deixou de treinar e o Sport tem interesse. Na segunda-feira (22), uma liminar pedida pelo jurídico do atleta foi negada, mas o mérito do caso será julgado e ele ainda pode ser liberado de maneira unilateral.
O caso fez com que outras dívidas do clube cearense aparecessem, gerando crise interna. Conselheiros de oposição querem ter acesso à documentação da situação financeira. O balanço de 2023 tem que ser divulgado até o fim de abril.
O Floresta, clube que disputa a elite do Campeonato Cearense e está na Série C nacional, acionou a Justiça cobrando o valor de R$ 1.896.551,32, referente ao repasse da venda do zagueiro Marcos Victor ao Bahia. O Floresta detinha 40% dos direitos econômicos do jogador. A informação foi revelada pelo jornalista Mário Kempes em seu blog.
O Ceará também foi acionado na Justiça pelo atacante Zé Roberto, que hoje está no Sport emprestado pelo Vozão. O advogado de Zé Roberto é Filipe Rino, o mesmo de Barletta. O atleta, segundo o advogado, não recebe desde 2022 parte do salário, 13°, férias, direitos de imagem e FGTS. A dívida chega a $ 800 mil.
No início da semana, em uma live em uma rede social, conselheiros da oposição apresentaram que o Ceará teria uma dívida de R$ 46 milhões com a Receita Federal. Por enquanto, a atual direção do clube não se manifestou a respeito dos casos, com exceção de Barletta.
O presidente, João Paulo Silva, disse, em entrevista à Rádio Jangadeiro, que o clube estará efetuando o pagamento ainda esta semana, mas que isso não será garantia de que o jogador não conseguirá a rescisão indireta.
No caso da dívida fiscal, quem falou foi o ex-presidente Robinson de Castro, que é o antecessor de Silva e que se mantém no grupo político que comanda o Ceará.
"No balanço de 2022, considerando essa dívida, ela estava em R$ 36 milhões. Ela poderia ter sido liquidada à medida que a gente tinha entrada de caixa. No final de 2022, não tivemos a parcela de permanência na Série A, por causa do rebaixamento para a Série B. Se isso tivesse acontecido, daria para dar uma amortizada na dívida. No final de 2022 aconteceu uma segunda situação. Como eu estava de saída do clube, priorizei pagar aquelas dívidas que eu tinha meu aval pessoal. As dívidas bancárias do clube foram praticamente zeradas", disse Castro à Rádio Verdes Mares.
O Ceará disputará em 2024 o Campeonato Cearense, a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste e a Série B do Brasileiro. Mesmo com a crise financeira, o clube contratou 12 jogadores até o momento, três deles de clubes estrangeiros.
- Lourenço (meia, ex-Vila Nova)
- Aylon (atacante, ex-Novorizontino)
- Fernando Miguel (goleiro, ex-Fortaleza)
- Lucas Mugni (meia, ex-Bahia)
- Raí Ramos (lateral, ex-São Paulo)
- Jorge Recalde (meia, ex-Newell’s Old Boys)
- Matheus Felipe (zagueiro, ex-Athletico-PR)
- Facundo Castro (atacante, ex-O’Higgins)
- Facundo Barceló (atacante, ex-Guarani-PAR)
- Matheus Bahia (lateral, ex-Bahia)
- Bruninho (meia, ex-Atlético)
- Ramon Menezes (zagueiro, CRB)
Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



