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Diego Ribas opina sobre ‘rivalidade’ entre Pedro e Gabigol no Flamengo

Ex-meia foi companheiro dos dois atacantes entre 2020 e 2022 no Rubro-Negro

As vaias a Pedro e os aplausos a Gabigol, durante a partida entre Flamengo e Boavista nesta terça (20), gerou grande repercussão. O camisa 9, artilheiro do time em 2024, minimizou o episódio, enquanto Tite fez elogios aos dois. Diego Ribas, companheiro da dupla entre 2020 e 2022, se manifestou através das redes sociais.

Antecessor de Gabi com a camisa 10 do Flamengo, Diego classificou o episódio como “desconfortável” para os dois atacantes. Em seguida, o ex-meia faz um reflexão.

“Será que para elogiar um nós precisamos criticar o outro? Será que para enaltecer um nós precisamos difamar o outro? Para amar um temos que odiar o outro?”, diz Diego - veja a declaração completa mais abaixo.

Artilheiro do Flamengo em 2024, com seis gols em seis partidas oficiais, Pedro foi substituído no segundo tempo do jogo contra o Boavista, no Maracanã, após marcar um gol e perder um pênalti. Parte dos torcedores presentes vaiaram o atacante. Gabigol, que entrou em seu lugar, foi ovacionado.

Após o 4 a 0, tanto Pedro quanto Tite falaram sobre o assunto. Veja o que disseram o atacante e o técnico do Flamengo clicando aqui.

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Confira, na íntegra, a declaração de Diego Ribas a respeito da “rivalidade” entre Pedro e Gabigol:

“Você prefere Gabigol ou Pedro? Essa situação de ontem mais uma vez me fez refletir muito sobre que rumo nós estamos tomando como sociedade. Pedro é substituído, e mais uma vez parte da torcida o vaia. Uma situação muito desconfortável para ele e para o Gabi, dois garotos que eu adoro e respeito muito, mas no futebol nós queremos vencer a concorrência e não destruir o concorrente. Porque se fizermos isso estamos destruindo a nós mesmos. “Ah, mas no futebol vale tudo, tem muita malandragem”. Sim, você pode escolher vencer a concorrência do jeito que você quiser, ferindo éticas e valores, mas aí você vence a concorrência e perde o respeito.

Esse é um preço muito alto para se pagar que na maioria das vezes os atletas não escolhem esse caminho. Mas a minha reflexão aqui é a seguinte: será que para elogiar um nós precisamos criticar o outro? Será que para enaltecer um nós precisamos difamar o outro? Para amar um temos que odiar o outro?

Eu não quero saber o time que você torce, a sua religião ou seu partido político. Eu quero te dizer o seguinte: que se pra justificar as suas escolhas, você precisa humilhar as pessoas, difamar as pessoas, então o que você tem não é convicção, é dúvida. O que você sente não é amor, é ódio, orgulho. E esse definitivamente não é o caminho para um mundo melhor. Então, independentemente, daquilo que você escolheu siga teu caminho, tome as suas decisões, mas sem machucar, ferir e desrespeitar. Só assim as coisas realmente farão sentido”.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
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